A partir do dia 21 de janeiro de 2026, o Brasil e mais 74 países estarão expressamente vetados de solicitarem vistos para os Estados Unidos. Isso porque começará a valer uma nova medida do governo Trump que suspende o processo de emissão de vistos.
O mais importante agora é saber que esse movimento não se trata do fechamento das fronteiras. Em vez disso, é uma suspensão da emissão definitiva de vistos de imigrantes em embaixadas e consulados dos Estados Unidos no exterior.
Em outras palavras, estrangeiros ainda podem apresentar solicitações e até mesmo comparecer às entrevistas. No entanto, os funcionários consulares não emitirão vistos de imigrante enquanto o período de suspensão estiver vigorando.
Deixando um pouco mais claro, os processos vão continuar avançando, mas vão parar na reta final, no momento em que ocorre a decisão por parte dos funcionários consulares.
No caso de candidatos que tiveram o visto aprovado, podem seguir normalmente para ter acesso aos vistos. Já aqueles que ainda estão perto do fim do processo vão enfrentar atrasos com prazos ainda indefinidos, sem um prazo garantido para resolução do problema.
Logo, ainda que o sistema de imigração continue “tecnicamente” aberto para brasileiros e estrangeiros de outras 74 nações, essa pausa inevitavelmente vai gerar uma incerteza prolongada, especialmente para decisões de planejamento de trabalho.
Quais tipos de visto serão suspensos?
É importante explicar que a suspensão não é para todos os tipos de visto, sendo destinada especificamente para vistos de pessoas que buscam residir ou trabalhar permanentemente nos EUA, emitidos por embaixadas e consulados americanos no exterior.
Sendo assim, a suspensão não afeta os vistos destinados a turismo ou vistos temporários. Sendo uma exclusivamente destinada para vistos de imigração, enquanto vistos de estudo, turismo e negócios seguirão sendo emitidos normalmente.
Vistos já aprovados serão recusados
Com relação aos vistos de imigração, segundo relatos, os funcionários consulares foram devidamente instruídos a recusar até mesmo vistos já aprovados, mas que ainda não foram impressos, e até mesmo impressos que ainda não foram liberados pela seção consular.
Para o governo, a medida vem sendo tratada como necessária para uma “revisão completa” dos padrões de triagem de imigração, com destaque na prevenção da dependência de imigrantes com relação a benefícios públicos.






















