Se você está considerando se mudar para a Europa, além de todos os trâmites legais relacionados ao país que está interessado, também precisa se atentar aos custos locais, como, por exemplo, o aluguel.
Isso porque, conforme diferentes estudos e estimativas, o custo com aluguel na Europa representa, em média, 30% a 50% do salário líquido de um trabalhador. Logo, precisa ser algo muito bem considerado para evitar surpresas e furos no planejamento.
Outro ponto importante é que, em muitas capitais da União Europeia, os preços com aluguéis atingiram recordes neste começo de 2026, com algumas cidades em que o salário mínimo já não é suficiente para cobrir as despesas com o aluguel.
Segundo dados da Euronews Business, o aluguel médio de um apartamento na União Europeia já ultrapassa o salário mínimo após os impostos, com a situação mais crítica observada nas cidades de Praga (República Tcheca), Lisboa (Portugal), Dublin (Irlanda) e Atenas (Grécia).
Capitais da União Europeia com aluguéis mais caros
A crise de habitação se tornou crítica em várias capitais da Europa, e o grande ponto é que de maneira simultânea. Um estudo recente da Euronews Business revelou que, em algumas cidades, o salário mínimo líquido não consegue pagar nem mesmo um apartamento de um quarto.
Dentre todas as capitais, Praga, a capital da República Tcheca, foi considerada a que possui os aluguéis menos acessíveis da União Europeia, com o aluguel médio de um apartamento de um quarto ultrapassando em 30% o valor do salário mínimo líquido.
Na lista de capitais mais caras, também temos:
Dublin: com a Irlanda tendo um dos mercados imobiliários mais complexos da Europa.
Atenas: tendo uma disparada dos aluguéis, especialmente pelo turismo.
- Madri: com uma demanda cada vez maior.
- Amsterdã: com preços muito altos até mesmo para apartamentos pequenos.
- Paris: e seu mercado consistentemente caro e super competitivo.
Em várias capitais, jovens profissionais e estudantes estão sendo obrigados a alugar apartamentos cada vez menores, tendo que alugar apenas quartos ou mesmo se mudar para áreas periféricas.
Confira a tabela abaixo com o percentual do salário mínimo bruto necessário para pagar o aluguel em 2026 nas principais capitais:
- Praga (República Tcheca): 185%
- Lisboa (Portugal): 168%
- Budapeste (Hungria): 159%
- Bratislava (Eslováquia): 158%
- Sófia (Bulgária): 154%
- Atenas (Grécia): 153%
- Riga (Letônia): 151%
- Valeta (Malta): 143%
- Paris (França): 138%
- Tallinn (Estônia): 131%
- Madri (Espanha): 125%
- Bucareste (Romênia): 122%
- Varsóvia (Polônia): 117%
- Dublin (Irlanda): 113%
- Ljubljana (Eslovênia): 105%
- Vilnius (Lituânia): 105%
- Luxemburgo (Luxemburgo): 87%
- Nicósia (Chipre): 85%
- Berlim (Alemanha): 76%
- Bruxelas (Bélgica): 70%
Motivos para a alta dos aluguéis nas capitais europeias
Segundo especialistas, existem vários motivos que levaram as capitais da União Europeia a terem aluguéis cada vez menos acessíveis. O consenso ainda é o mesmo: a escassez de moradia nas grandes cidades.
A população nas capitais europeias continua crescendo, até mesmo por conta da migração de pessoas de cidades menores em busca de novas oportunidades nas capitais. Contudo, o ritmo de construção de novas moradias claramente não está acompanhando a demanda.
Outro fator de grande impacto está atrelado a popularidade de aluguéis de curta duração através de plataformas online como Booking e Airbnb, que claramente trazem impactos diretos, especialmente em cidades mais turísticas.





















