O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou surpreso com a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12/05).
A proibição só passaria a valer duas semanas após a entrada em vigor provisória do acordo comercial UE-Mercosul, que abriu o comércio agrícola transatlântico, apesar da forte oposição dos agricultores.
Um comitê da União Europeia composto por peritos dos Estados-membros votou na terça-feira a proibição das importações de carne brasileira a partir de 3 de setembro de 2026 devido à utilização de antimicrobianos para estimular o crescimento dos animais. Enquanto isso, o Brasil promete tomar todas as medidas necessárias para reverter essa decisão. Lembrando que, em 1º de maio de 2026, entrou em vigor de forma provisória o acordo de livre comércio UE-Mercosul entre a União Europeia e Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Os produtores agrícolas da União Europeia deixaram claro que os padrões de produção e fiscalização ambiental e sanitária são mais rigorosos na Europa, o que faz elevar os custos.
Regras de segurança alimentar
A Comissão Europeia afirma que as regras de segurança alimentar da UE vão continuar sendo aplicadas a produtos agrícolas importados da América Latina mesmo após a entrada em vigor do acordo.
Durante uma entrevista para a Euronews, Eva Hrncirova, porta-voz da Comissão, confirmou que, a partir de 3 de setembro, o Brasil não poderá mais exportar para a União Europeia produtos como carne bovina e equina, aves, ovos, pescado de aquicultura, mel e cascas.
“Os acordos comerciais não mudam nossas regras”, disse Hrncirova, acrescentando: “A Comissão estabelece os padrões sanitários e fitossanitários obrigatórios da União, e tanto nossos agricultores quanto exportadores de terceiros países devem cumpri-los.”
Quando o Brasil comprovar que está cumprindo as regras de segurança, a União Europeia vai poder retomar as importações, e o país poderá se beneficiar da mesma redução tarifária concedida aos outros países do Mercosul.





















