O Japão prepara mudanças nas regras para estrangeiros, que vão começar a valer a partir do próximo ano. Entre as principais medidas estão o aumento dos custos de vistos e critérios mais rigorosos para quem pretende obter residência permanente.
O Japão anunciou na quinta-feira (1º) os requisitos para estrangeiros que pretendem obter residência permanente, como parte da estratégia da primeira-ministra Sanae Takaichi para reforçar os controles migratórios.
As novas regras serão implementadas de forma gradual; os estrangeiros que queiram permanecer no Japão de forma permanente terão de provar que o seu rendimento anual está acima da média e que conseguem manter conversas informais em japonês. Essas novas regras começarão a valer a partir de 1º de abril de 2027.
Já no dia 1º de outubro de 2026, as taxas de processamento aumentaram vinte vezes. Em um escritório de imigração no centro de Tóquio, visitado pela AFP nesta semana, centenas de pessoas faziam fila, na esperança de concluir seus pedidos antes do aumento de preços.
Embora o Japão tenha uma população que envelhece rapidamente e sofra com a escassez de mão de obra em muitos setores, a oposição à imigração está crescendo cada vez mais.
O que vai mudar nas regras
As novas regras vão exigir que os candidatos comprovem que já residem no Japão por pelo menos 10 anos. No final de 2025, cerca de 947.000 pessoas possuíam o estatuto de residente permanente, muitas delas provenientes da China e das Filipinas.
Estrangeiros que planejam solicitar residência permanente no Japão a partir de abril de 2027 devem verificar antecipadamente se atendem aos novos critérios.
- Comprovação de renda familiar;
- Registro e histórico de contribuições para a previdência;
- Informações sobre benefícios previdenciários previstos;
- Detalhes sobre poupanças e outros ativos, quando aplicável;
- Comprovação de nível de proficiência em língua japonesa;
- Cumprimento das leis e obrigações fiscais e cívicas;
- Conhecer os sistemas e normas sociais do Japão.






















