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Os refúgios mais seguros para sobreviver a um desastre global

Jorge Roberto Wright Por Jorge Roberto Wright
31 de agosto de 2026
Em Mundo
Os países mais seguros em caso de desastre global — Imagem by Canva

Os países mais seguros em caso de desastre global — Imagem by Canva

Você já deve ter visto em filmes um cenário de apocalipse em que um mundo está em perigo. Mas, se isso acontecesse de verdade, onde iríamos nos esconder? Pesquisadores de um grupo internacional apontaram alguns países que teriam mais condições de resistir a uma catástrofe global. 

A pesquisa levou em consideração as consequências de uma guerra nuclear, uma erupção vulcânica massiva, o impacto de um asteroide, uma pandemia, um ataque cibernético global e um apagão prolongado. Os resultados foram publicados na revista científica Global Challenges.

Foram analisados pelos pesquisadores 152 artigos científicos, o que levou a uma conclusão clara: não existe um lugar na Terra completamente seguro. No entanto, um país demonstrou maior resiliência diante da mais ampla variedade de cenários.

O que os pesquisadores consideraram como maiores ameaças ao planeta

Os pesquisadores levaram em conta as ameaças analisadas em três categorias principais:

1. Uma queda acentuada na incidência de luz solar pode ser causada por uma guerra nuclear, uma erupção supervulcânica ou o impacto de um grande asteroide. Partículas de cinzas, poeira e fuligem entram na atmosfera, reduzindo as temperaturas e diminuindo a produtividade agrícola.

2. Perda global de infraestrutura crítica, neste caso, interrupções prolongadas de energia, provocadas por um ataque cibernético em larga escala, tempestade geomagnética ou pulso eletromagnético. Sem eletricidade, os transportes, as comunicações, a indústria, os sistemas de abastecimento de água e a produção de alimentos param rapidamente.

3. Ameaças biológicas catastróficas podem incluir pandemias perigosas, vazamentos acidentais de patógenos de laboratórios e o uso deliberado de armas biológicas. Os principais riscos incluem mortalidade em massa, sobrecarga do sistema de saúde, escassez de pessoal e interrupção das cadeias de suprimentos.

Os pesquisadores avaliaram não apenas a capacidade do país de resistir ao impacto inicial, mas também quiseram saber se um país seria capaz de fornecer à sua população alimentos, energia e assistência médica, restaurar sistemas críticos e se adaptar a uma crise prolongada.

Quais fatores foram considerados na análise da resiliência

Isolamento geográfico, em que grandes ilhas e territórios remotos podem restringir mais facilmente o acesso transfronteiriço. E são menos vulneráveis a crises em países vizinhos.

Autossuficiência alimentar. Neste caso, é preciso que o país possa produzir alimentos suficientes e ter um setor agrícola diversificado. O fornecimento de sementes, combustível e fertilizantes também é importante.

Qualidade da governança. Deve haver estabilidade política, também ter baixa corrupção, confiança pública e possuir serviços eficazes de resposta a crises. 

Descentralizar os sistemas. Energia, produção de alimentos e governança não devem depender de um único centro. Dessa forma, a falha de uma entidade não leva ao colapso total. 

Com isso, os pesquisadores concluíram que a Austrália é o único país identificado por fontes científicas como resiliente em todas as três categorias de risco globais. Ela possui as melhores condições de base para cenários que envolvem uma queda acentuada de temperatura, uma falha grave na infraestrutura e uma pandemia severa.

A localização também pode ajudar a reduzir a exposição a conflitos e facilitar o controle de fronteiras durante pandemias. Mas eles também notaram que o país não é totalmente autossuficiente. Ela depende do comércio internacional para medicamentos, combustíveis, fertilizantes e alguns componentes industriais. Mostrando que a Austrália precisará manter laços comerciais e cooperação com outras nações, isso devido à sua posição geográfica. 

Outras nações também apresentaram características consideradas favoráveis, entre elas:

  • Austrália
  • Nova Zelândia
  • Japão
  • Suíça
  • Argentina

Cada um desses países possui vantagens significativas, mas permanece vulnerável a certos tipos de ameaças globais.

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Jorge Roberto Wright

Jorge Roberto Wright

Jornalista há 39 anos, atuando na redação de jornais impressos e digitais. Especializado em notícias de variedades, TV, entretenimento, economia e política.

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