Escolher alguns dos destinos mais procurados da Europa pode trazer um custo extra, além da hospedagem comum, alimentação e passeios. Os turistas precisam pagar uma taxa específica ligada à hospedagem em algumas cidades europeias. Essas taxas extras costumam ser ignoradas ao planejar o orçamento de uma viagem, mas podem encarecer o valor final.
Como funciona a taxa?
Segundo o jornal britânico The Guardian, a taxa turística costuma ser cobrada por noite de hospedagem. Em alguns destinos europeus, esse valor não está incluído no preço inicial da reserva e precisa ser pago separadamente, geralmente no momento do check-out.
Esses custos adicionais podem chegar a centenas de euros por viagem. Para determinar o custo total da sua viagem, verifique a tarifa local, eventuais isenções e o número de noites sujeitas à taxa antes de reservar.
A taxa pode ficar entre € 1 e € 10 por pessoa e por noite. Mas, em Milão, um dos destinos mais procurados, hóspedes de hotéis cinco estrelas podem pagar € 12. É importante saber que as taxas não seguem um padrão único para toda a Europa, isso porque cada cidade ou país define suas próprias condições e preços.
Para você ter uma noção, daremos alguns exemplos, citando tarifas que devem ser levadas em conta os destinos e categorias de acomodação especificados.
Espanha: taxas turísticas em Barcelona e tarifas sazonais nas ilhas
Os turistas pagam um imposto regional e uma sobretaxa municipal, em Barcelona. Atualmente, o valor total por pessoa por noite é de:
- 12 euros em um hotel cinco estrelas
- 8,40 euros em um hotel quatro estrelas
- 9,50 euros em apartamentos turísticos
- 6 euros em um albergue da juventude
Fora de Barcelona, as tarifas regionais são mais baixas. Por exemplo, no resto da Catalunha, a tarifa base para um hotel quatro estrelas é de € 1,80 por pessoa por noite até 31 de março de 2027. Quaisquer sobretaxas locais devem ser verificadas separadamente.
Já em Milão, um dos destinos mais procurados, hóspedes de hotéis cinco estrelas podem pagar € 12. Lembrando que as taxas não seguem um padrão único para toda a Europa, já que cada cidade ou país define suas próprias condições e preços.
Embora a Itália tenha adotado esse tipo de cobrança, precisou realizar algumas mudanças ao longo do tempo. Só para você ter uma ideia, durante a Copa de 1990, o país chegou a retirar o imposto, mas retomou a cobrança em 2011.
Com esse imposto, Roma arrecadou cerca de € 222,4 milhões, em 2024. Já Milão, conseguiu arrecadar € 109,3 milhões, seguida por Florença, com € 82,9 milhões , e Veneza, com € 38,9 milhões.
Especialistas do setor apontam que muitas cidades utilizam a taxa como uma fonte relevante de dinheiro diante do aumento dos custos ligados ao turismo. Com isso, a tarifa paga pelos viajantes pode ser usada na manutenção do local, segundo informou a CNBC.




















