Morar ou estudar na Austrália sempre foi o sonho de muita gente, mas o susto de vida pode ser um obstáculo, principalmente por cidades como Sydney ou Melbourne. As cidades regionais na Austrália tornaram-se o destino preferido para quem busca equilíbrio entre carreira, qualidade de vida e custo de vida mais acessível.
Sydney: o maior mercado de trabalho e a habitação mais cara
Os aluguéis na Austrália continuam sendo uma das grandes dores de cabeça dos trabalhadores, consumindo uma parcela significativa da renda média dessas pessoas. De 2025 para 2026, os aluguéis subiram cerca de AUD$ 2.500.
A cidade oferece acesso ao maior mercado de trabalho do país, um aeroporto internacional, universidades de ponta e um sistema de transporte público bem desenvolvido. Tudo seria ótimo para uma família, se o custo do aluguel não fosse tão alto.
Mas, caso você deseje viver a 20 ou 30 quilômetros do centro e possa diminuir o valor do aluguel, você terá um gasto maior com o deslocamento diário de um lugar para outro, que levará cerca de uma hora.
Custo de vida estimado em Sydney para uma pessoa:
- Apartamento de um quarto pode custar entre A$ 650 e A$ 900 por semana, ou aproximadamente A$ 2.820 a A$ 3.900 por mês.
- Quarto em apartamento compartilhado varia entre A$ 300 e 500 por semana. Agora pense nas compras de supermercado, que podem ter um gasto de A$ 500 a A$ 750 por mês. Já com a eletricidade, água, gás e internet, pode custar de A$ 250 a 380. Outras despesas (excluindo anuidades) podem ter um custo de A$ 1.500 a 2.000.
- Para você morar sozinho em um apartamento, pode ter um gasto mensal de A$ 4.500 ou A$ 5.800. Lembrando que terá que pensar também no imposto sobre Bens e Serviços (GST) – 10%, geralmente já incluído no preço indicado.
- Em Sydney, as vagas de emprego mais comuns são nos setores de finanças, TI, consultoria, saúde, construção civil, educação, logística e indústrias. Profissionais experientes nas áreas de tecnologia, finanças, engenharia e gestão de projetos ganham aproximadamente entre A$ 90.000 e A$ 150.000 brutos por ano.
Melbourne: oportunidades de emprego e transporte público de qualidade
Considerada a capital cultural da Austrália, Melbourne combina qualidade de vida, diversidade e educação de ponta em um só lugar. A cidade abriga instituições de ensino reconhecidas internacionalmente, desde universidades renomadas até escolas de inglês e centros de formação técnica com alto padrão de qualidade. É o lugar ideal para quem busca um ambiente de aprendizado moderno e inspirador.
O custo de vida em Melbourne é mais baixo do que em Sydney, mas ainda há escassez de apartamentos para alugar. Nos bairros centrais, é possível não precisar de um carro para se locomover; já nos subúrbios mais afastados, um veículo costuma ser necessário.
Uma pessoa solteira para viver na cidade vai precisar de algo em torno de AU$ 4.144, já uma família de quatro pessoas precisará de algo em torno de AU$ 7.815, incluindo despesas básicas e aluguel.
O clima de Melbourne é muito conhecido por sua imprevisibilidade climática, chegando a ter “4 estações em um dia”. Lá você vai aprender que tanto o guarda-chuva quanto o casaco devem estar sempre na bolsa ou na mochila.
- Há oportunidades de emprego em Melbourne nas áreas de finanças, TI, saúde, educação, construção civil, biotecnologia, logística e indústrias.
- Profissionais de TI experientes, engenheiros, analistas financeiros e gerentes ganham aproximadamente de A$ 85.000 a A$ 145.000 brutos por ano.
- Camberra: altos salários e boas oportunidades, com restrições em alguns setores
O custo de vida em Camberra pode variar. Em 2026, você pode esperar gastar cerca de R$ 15.114 por mês para 1 pessoa, considerando despesas comuns como moradia, alimentação e transporte. A capital australiana foi planejada em torno do Lago Burley Griffin, do bairro governamental e de vários centros urbanos distintos.
A economia da cidade depende de agências federais, defesa, consultoria e empresas que trabalham em contratos governamentais. Profissionais nas áreas de cibersegurança, análise de dados, gestão de projetos, políticas públicas e compras são particularmente requisitados. Profissionais qualificados geralmente ganham entre A$ 90.000 e A$ 150.000 brutos por ano.




















