O salário líquido dos trabalhadores pode apresentar grandes contrastes na Europa, variando de menos de 13.000 euros a mais de 54.000 euros por ano. Mesmo quando se ajusta ao custo, a diferença entre a Europa Oriental e Ocidental diminui, mas não elimina as diferenças entre Leste e Oeste.
Segundo os dados mais recentes do Eurostat, um trabalhador que recebe um salário médio ganha mais de quatro vezes mais morando em Luxemburgo do que na Hungria. Um trabalhador solteiro sem filhos pode receber entre 12.967 euros na Hungria e 54.260 euros no Luxemburgo, revelando uma grande diferença salarial.
O ranking revela uma disparidade significativa entre os países. Embora o ajuste pelo poder de compra reduza a diferença, ela continua considerável.
Podemos observar que salários, impostos, contribuições sociais e programas de apoio às famílias justificam as diferenças registradas. Países com salários mais altos nem sempre se classificam tão bem quando se leva em conta os impostos e o custo de vida.
O que são lucros líquidos?
O rendimento líquido corresponde ao valor que os trabalhadores realmente vão receber após a dedução do imposto de renda e das contribuições para a segurança social. Para famílias com filhos, os benefícios familiares também são incluídos.
Em 2025, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Eurostat em meados de 2026, o rendimento líquido anual de uma pessoa solteira sem filhos, com salário médio, era de € 26.929 na União Europeia.
Quais países oferecem os maiores rendimentos líquidos?
Entre os países da União Europeia com melhor classificação, apenas Luxemburgo ultrapassa o nível de € 50.000, e apenas dois países registram um rendimento líquido anual superior a € 40.000: Irlanda (€ 44.263) e Dinamarca (€ 41.981).
Em dez países da UE, os rendimentos líquidos anuais ficam abaixo de 20.000 euros. Hungria (12.967 euros), Romênia (13.233 euros), Grécia (15.050 euros), Eslováquia (15.686 euros) e Polônia (16.163 euros) compõem o grupo com os salários mais baixos. Já a Letônia (16.793 euros), Croácia (17.256 euros), Lituânia (18.650 euros), República Checa (19.569 euros) e Portugal (19.709 euros) apresentam rendimentos relativamente superiores, embora a diferença seja modesta.






















