Os mercados emergentes são a bola da vez no que diz respeito a grandes fortunas. As expectativas são de que, até 2030, os mercados emergentes devem adicionar até 12 trilhões de dólares na economia global.
Conforme dados recentes, a riqueza financeira do planeta aumentou em 10,7%, atingindo uma cifra recorde de US$ 333 trilhões, a expansão mais rápida percebida desde 2021, de acordo com o relatório mais recente de Riqueza Global do Boston Consulting Group.
A América do Norte e Europa Ocidental ainda são responsáveis pela maior parte de toda essa cifra, e um fato que ficou claro neste ano foi a disputa entre dois centros consolidados, com Hong Kong ultrapassando a Suíça como maior centro de reservas transfronteiriças do mundo.
Contudo, o que mais chama atenção é que as fontes de riqueza que mais cresceram no menor tempo já não são mais os locais de primeiro mundo como Nova Iorque, Zurique ou Londres, e sim, em Mumbai, Jacarta, São Paulo, Cidade de Ho Chi Minh e Riade.
O papel do mercado emergente na economia global
Segundo o último relatório global de Riqueza do Boston Consulting Group, os mercados emergentes (que incluem a China), estão caminhando a passos largos para gerar cerca de US$ 12 trilhões em riqueza financeira adicional até o ano de 2030.
As estimativas são de que o segmento de classe alta (famílias que possuem mais de 250 mil dólares em ativos financeiros), cresça em média 8% ao ano, criando mais de um milhão de novos milionários em dólares antes mesmo do final da década.
O fato mais interessante do levantamento é que diferente dos ciclos de riqueza anteriores, este não se limita apenas a um único país ou uma única região.
Por exemplo, a Índia deve ser a principal responsável pela maior parte da criação de novas riquezas, adicionando US$ 2 trilhões até 2030. Enquanto isso, o Brasil também ocupa uma posição de destaque e deve gerar cerca de US$ 1 trilhão.
A verdade é que a história está muito além das maiores economias. Por exemplo, A Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e outros países do Golfo estão sendo responsáveis pela geração de riqueza que rivaliza ou mesmo acaba superando muitas nações extremamente desenvolvidas.
A riqueza do mundo já deixou de se concentrar em poucos centros financeiros, e as novas fortunas estão surgindo praticamente em simultâneo, na América Latina, Sul da Ásia, Oriente Médio e Sudeste Asiático.
O ‘boom’ dos ultra-ricos
Outro relatório de riqueza bem importante, dessa vez da Knight Frank de 2026, nos dá uma visão de quão rapidamente a mudança está acontecendo, especialmente no topo da escala de riqueza.
Para se ter ideia, a população indiana de pessoas com patrimônio ultra elevado (com ativos acima de US$ 30 milhões), aumentou em incríveis 63% nos últimos cinco anos (entre 2021 e 2026), e a expectativa é que ultrapasse os 25 mil até 2031.
Conforme os dados da pesquisa, a Índia vem sendo descrita como uma economia em profunda evolução, que está em transformação de um país de dinamismo empreendedor para um mercado sustentado principalmente pelas reservas de capital mais robustas.
Embora a expectativa para a Índia seja alta, o fato mais incrível é que ela não é o mercado que mais cresce rapidamente. A previsão é de que a Indonésia registre a maior expansão mundial de ultra-ricos nos próximos cinco anos, com aumento de 82%.
O fato observado é que a região do Golfo tem se tornado um polo cada vez maior e mais importante para riqueza. Para a Knight Frank, a mudança geracional faz parte do seu apelo.
Para o chefe de pesquisa da empresa, Christine Li, na região Ásia-Pacífico, os jovens ultra-ricos estão “mais atentos à inovação, tecnologia e demografia”, algo que está claramente direcionando seus investimentos.





















