Os países europeus estão se tornando cada vez mais interessantes para quem busca imigrar para trabalhar e viver em outra nação. No entanto, com a mobilidade global, muitos desses países acabam tendo dificuldades de reter talentos.
Por conta disso, algumas dessas nações estão trabalhando para implementar regimes fiscais específicos com o simples objetivo de atrair mão de obra qualificada internacional, bem como as empresas que os contratam.
Alguns desses programas acabam sendo bem vantajosos, podendo reduzir os custos de contratação, bem como remodelando a economia, combinando incentivos fiscais, alta qualidade de vida e ecossistemas de inovação.
A seguir, vamos explorar cinco dos países europeus que possuem alguns dos melhores incentivos fiscais para atrair mão de obra qualificada estrangeira. Podendo ser uma grande oportunidade para quem está planejando a imigração.
Espanha
Com a Lei Beckham, a Espanha continua sendo um dos países mais interessantes quando pensamos em incentivos fiscais para expatriados na Europa. A lei implementada em 2025 permite que recém-chegados no país sejam tributados a uma taxa fixa de 24% sobre a renda do trabalho por seis anos.
Além disso, a renda obtida no exterior é totalmente isenta de impostos dentro da Espanha. Outra vantagem é que os dependentes do trabalhador estrangeiro também podem se qualificar.
Não somente números e incentivos, a Espanha tem algo muito valioso: seu estilo de vida. Classificado pela OCDE como o quarto país do mundo quando pensamos em equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
Portugal
Portugal é um país conhecido pelos incentivos fiscais, especialmente por reforçar um novo regime concebido especificamente para profissionais estrangeiros qualificados e para talentos que retornam para o país, chamado: Incentivo Fiscal à Investigação Científica e à Inovação (IFICI+).
Também chamado de NHR 2.0, esse programa implementa uma taxa de imposto de renda de 20% por um período de 10 anos, sem imposto sobre fortunas e garantindo isenções para a maioria dos rendimentos provenientes do exterior.
Outro ponto legal é não haver exigência de permanência mínima, tal como transferências de fundos para Portugal. O IFICI+ tem como objetivo atrair mão de obra qualificada para impulsionar a inovação e fortalecer o país como um polo tecnológico europeu.
Holanda
Um dos principais destinos europeus para abraçar a mão de obra estrangeira é a Holanda. Especialmente pela sua regra dos 30%, onde trabalhadores estrangeiros recrutados podem receber até 30% de todo seu salário isento de impostos por um período de cinco anos.
Para se qualificar para essa regra, os funcionários devem receber mais de € 48.013 por ano (valor de 2026), além de ter habilidades especializadas que sejam consideradas escassas para o mercado de trabalho da Holanda.
Itália
A Itália tem um regime de imigração para trabalhadores estrangeiros bem interessante, oferecendo uma redução de 50% no imposto de renda por um período de até cinco anos para profissionais que se mudam para o país, com uma isenção que aumenta para até 90% em certas regiões do sul, como Sicília, Molise e Abruzos.
Esse é um benefício que não somente se aplica para trabalhadores contratados, como também para autônomos e empresários que desejam estabelecer novos empreendimentos na Itália.
Romênia
A Romênia não costuma ser o primeiro país que vem à mente quando se pensa em viver na Europa, mas é um país bem interessante, que oferece isenção de 10% no imposto de renda para profissionais de tecnologia e uma alíquota de imposto corporativo de 16%.
A isenção em questão abrange funcionários de empresas privadas e públicas que atuam em funções de TI elegíveis, garantindo que as empresas possam aplicar um benefício fiscal direto, sem aprovação prévia das autoridades fiscais, tornando a administração muito mais rápida e previsível.





















