Qualquer pessoa com passaporte brasileiro pode viajar para cerca de 180 países e territórios de todo o planeta. Embora tenha a possibilidade, isso não significa exatamente que deva.
Ao escolher seu próximo destino, é importante ficar atento aos países que não estão sendo recomendados para que você visite, e existem muitos países que criam listas de países que você deve evitar conhecer.
Um fato um tanto quanto interessante é que até mesmo o Brasil tem uma lista oficial de países e regiões para os quais não recomenda viagens, ou recomenda viagens com cautela.
Essa orientação é feita pelo Itamaraty através de Avisos Consulares, mas está há muito tempo sem atualizações e sem muitos alertas recentes, e para quem quer se precaver decidimos trazer uma lista diferente.
Embora a lista do Itamaraty possa estar desatualizada, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido atualizou a lista de países que as pessoas devem evitar visitar em 2026, e são esses países que vamos conhecer agora.
Países para evitar em 2026 segundo o Reino Unido
Se você está planejando conhecer algum país em 2026, é importante consultar a lista de países que não são recomendados para visitar. No caso, trouxemos uma lista bem atualizada do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, que é regularmente atualizada.
A lista expressa quais são os países que você deve evitar visitar em 2026, seja devido a conflitos, catástrofes naturais, risco de pressão para certos grupos, enfim, a lista reúne todos os locais considerados inseguros de se visitar.
Obviamente, a lista é pensada para manter a segurança de todos os cidadãos britânicos, mas, obviamente, podemos consultar para manter nossa integridade em um momento de férias, lazer, entre outros.
A lista do Reino Unido é dividida em três categorias, sendo elas:
- Desaconselhamento total de viagens.
- Desaconselhamento de todas as viagens, exceto as essenciais.
- Desaconselhamento total de viagens apenas para determinadas regiões.
Desaconselhamento total de viagens
O Reino Unido desaconselha todas as viagens, sem exceções, para os seguintes países:
- Afeganistão – ‘A situação de segurança é instável’
- Bielorrússia – ‘Você corre um risco significativo de ser preso’
- Burkina Faso – ‘Devido à ameaça de ataques terroristas e sequestros terroristas’
- Haiti – ‘Devido à situação de segurança instável’
- Irã – ‘Cidadãos britânicos correm sério risco de serem presos’
- Mali ‘ Devido a condições de segurança imprevisíveis’
- Níger – ‘Devido ao aumento de relatos de sequestros terroristas e criminosos’
- Rússia – ‘Devido aos riscos e ameaças decorrentes da contínua invasão da Ucrânia’
- Sudão do Sul – ‘Devido ao risco de violência armada e criminalidade’
- Síria – ‘Conflito em curso e condições de segurança imprevisíveis’
- Iêmen – ‘Condições de segurança imprevisíveis’
Desaconselhamento de todas as viagens, exceto as essenciais
O Reino Unido desaconselha todas as viagens, exceto as essenciais, para:
- Coreia do Norte – ‘A situação de segurança pode mudar rapidamente, sem aviso prévio’
Desaconselhamento total de viagens apenas para determinadas regiões
O Reino Unido desaconselha todas as viagens apenas para regiões específicas dos seguintes países:
- Argélia – todas as viagens devem ser feitas a uma distância de até 30 km das fronteiras da Argélia com a Líbia, Mauritânia, Mali, Níger e Tunísia.
- Armênia – a menos de 5 km da fronteira leste entre a Armênia e o Azerbaijão, a estrada M16/H26 entre as cidades de Ijevan e Noyemberyan.
- Azerbaijão – a menos de 5 km da fronteira entre o Azerbaijão e a Armênia.
- Benim – regiões fronteiriças do norte
- Burundi – províncias de Cibitoke e Bubanza, antiga província de Kayanza, antiga província rural de Bujumbura e estrada RN5 ao norte do aeroporto Melchior Ndadaye
- Camboja – a menos de 50 km da fronteira com a Tailândia
- Camarões – Península de Bakassi, partes da Região do Extremo Norte, Região Noroeste e Região Sudoeste, e a menos de 40 km das fronteiras com a República Centro-Africana, Chade e Nigéria.
- República Centro-Africana – proibida toda e qualquer viagem, exceto para a capital, Bangui
- Chade – Províncias de Borkou, Ennedi Ouest, Ennedi Est e Tibesti, Província de Kanem, incluindo Nokou, região do Lago Chade e num raio de 30 km de todas as outras fronteiras do Chade.
- Congo – a menos de 50 km da fronteira entre a República do Congo e a República Centro-Africana, na região de Likouala.
- Costa do Marfim – a menos de 40 km das fronteiras com Burkina Faso e Mali.
- República Democrática do Congo – a menos de 50 km da fronteira com a República Centro-Africana, a província de Kasaï Oriental, o território de Kwamouth da província de Mai-Ndombe e províncias no leste da RDC.
- Djibuti – Fronteira Djibuti-Eritreia
- Egito – a menos de 20 km da fronteira Egito-Líbia e da província do Norte do Sinai.
- Eritreia – a menos de 25 km das fronteiras terrestres da Eritreia
- Etiópia – áreas de fronteira internacional, partes das regiões de Tigray, Amhara, Afar, Gambela, Oromia, Somali, Central, Sul, Sidama e Sudoeste e região de Benishangul-Gumuz.
- Geórgia – Ossétia do Sul e Abcásia
- Índia – a menos de 10 km da fronteira entre a Índia e o Paquistão e de Jammu e Caxemira.
- Indonésia – Monte Lewotobi Laki-Laki, Monte Sinabung, Monte Marapi, Monte Semeru, Monte Ruang, Monte Ibu
- Iraque – desaconselha todas as viagens para partes das províncias de Anbar, Basra, Diyala, Kirkuk, Ninawa, Salah al-Din, Sadr City e para um raio de 30 km das fronteiras do Iraque com o Irã, a Síria, a Arábia Saudita e o Kuwait.
- Israel – Proíbe todas as viagens para Gaza, partes da Cisjordânia e norte de Israel.
- Jordânia – a menos de 3 km da fronteira com a Síria
- Quênia – Fronteira Quênia-Somália e partes do norte da costa leste
- Líbano – áreas em Beirute e na província do Monte Líbano, nas províncias do Sul e de Nabatiyeh, na província do Vale do Beqaa, na província de Baalbek-Hermel, na província de Akkar, na cidade de Trípoli e nos campos de refugiados palestinos.
- Líbia – desaconselha todas as viagens à Líbia, exceto para as cidades de Benghazi e Misrata.
- Mauritânia – Mauritânia Oriental e a menos de 25 km da fronteira com o Mali.
- Moldávia – Transnístria
- Moçambique – Província de Cabo Delgado
- Myanmar (Birmânia) – Estados de Chin, Kachin, Kayah, Kayin, Mon, Rakhine, regiões de Sagaing e Magway, região de Tanintharyi, norte do estado de Shan e região de Mandalay Norte.
- Nigéria – Estados de Borno, Yobe, Adamawa, Gombe, Kaduna, Katsina, Zamfara e as áreas ribeirinhas dos estados de Delta, Bayelsa, Rivers, Akwa Ibom e Cross River.
- Paquistão – a menos de 16 quilômetros da fronteira com o Afeganistão, áreas na província de Khyber Pakhtunkhwa e na província do Baluchistão.
- Filipinas – Mindanao ocidental e central e o arquipélago de Sulu
- Arábia Saudita – a menos de 10 km da fronteira com o Iémen
- Somália – desaconselha todas as viagens, exceto para as regiões ocidentais de Awdal, Maroodijeh e Sahil.
- Sudão – proibida toda e qualquer viagem, exceto para o Triângulo de Hala’ib e o Trapézio de Bir Tawil.
- Palestina – Proibição de viagens para Gaza, partes da Cisjordânia e norte de Israel.
- Tailândia – partes do sul, perto da fronteira Tailândia-Malásia, da linha ferroviária de Hat Yai a Padang Besar e a menos de 50 km de toda a fronteira com o Camboja.
- Togo – a menos de 30 km da fronteira com Burkina Faso
- Tunísia – partes da Tunísia Ocidental, incluindo a fronteira com a Argélia, e da Tunísia Meridional, incluindo a fronteira com a Líbia.
- Turquia – a menos de 10 km da fronteira entre a Turquia e a Síria.
- Ucrânia – todas as regiões da Ucrânia, com exceção de algumas regiões ocidentais.
- Venezuela – a 80 km da fronteira Venezuela-Colômbia, a 40 km da fronteira Venezuela-Brasil, Estado de Zulia
- Saara Ocidental – dentro de 30 km da linha de fronteira do “Berm” e áreas ao sul e leste da linha de fronteira do Berm.
Seguir listas de locais para evitar, como esta do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, é importante porque elas não são apenas opiniões, mas sim avaliações de risco baseadas em diplomacia e inteligência de segurança.
O principal objetivo desse tipo de lista é proteger a vida dos cidadãos, deixando claro para cada pessoa que existem muitos fatores de risco acontecendo naquelas regiões, desde guerras, terrorismo, chances de sequestro, criminalidade, instabilidade política e colapso de serviços básicos.
Ignorar esse tipo de recomendação pode acabar expondo o viajante a situações em que há risco real não somente financeiro, como também de segurança, de saúde e principalmente risco de vida.




















