O Brasil tem um sistema de saúde misto, ou seja, ele é caracterizado principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), complementado pelo setor privado, que são os planos de saúde e o desembolso direto.
Mas, e em comparação ao redor do mundo, em que nível nosso sistema de saúde se encontra? Essa é uma dúvida bem pertinente e importante para que as pessoas entendam que atualmente falar de saúde não é mais falar apenas de um bem público.
A verdade é que, no mundo todo, o sistema de saúde, além de ser um bem público, tem se tornado um pilar fundamental da competitividade nacional, bem como de estabilidade econômica e capital humano.
Países com os melhores sistemas de saúde do mundo
Para descobrirmos quais são os países com melhores sistemas de saúde do mundo, vamos pegar de base o Índice de Saúde (Health Care Index) da CEOWORLD Magazine 2025.
Esse levantamento se trata de um ranking global que avalia e compara os sistemas de saúde de 110 países do mundo, baseados em dados quantitativos de desempenho e capacidade dos serviços de saúde.
Um ponto importante a deixar claro é que esse índice é utilizado por governos, líderes empresariais, investidores e pesquisadores na busca da compreensão dos países com sistemas de saúde mais eficientes, acessíveis e preparados para os desafios a curto e longo prazo.
O índice de Saúde da CEOWORLD mede e combina vários fatores, como:
- Infraestrutura da saúde.
- Competência dos profissionais de saúde.
- Disponibilidade e custo de medicamentos.
- Preparo governamental para momentos de crise.
- Fatores adicionais relacionados à saúde.
Com base nesse ranking, vamos conhecer os 30 países eleitos os países com melhores sistemas de saúde do mundo em 2025:
| Ranking | País | Infraestrutura Médica e Profissionais | Disponibilidade e Custo de Medicamentos | Prontidão Governamental | Índice de Saúde (Geral) |
| 1 | Taiwan | 87.16 | 83.59 | 82.3 | 78.72 |
| 2 | Coreia do Sul | 79.05 | 78.39 | 78.99 | 77.7 |
| 3 | Austrália | 90.75 | 82.59 | 92.06 | 74.11 |
| 4 | Canadá | 86.18 | 78.99 | 88.23 | 71.32 |
| 5 | Suécia | 78.77 | 74.88 | 74.18 | 70.73 |
| 6 | Irlanda | 92.58 | 96.22 | 67.51 | 67.99 |
| 7 | Holanda | 77.86 | 71.82 | 55.1 | 65.38 |
| 8 | Alemanha | 86.28 | 75.81 | 83.82 | 64.66 |
| 9 | Noruega | 72.48 | 68.68 | 64.78 | 64.63 |
| 10 | Israel | 88.63 | 75.61 | 90.25 | 61.73 |
| 11 | Bélgica | 79.09 | 69.93 | 67.29 | 60.16 |
| 12 | Suíça | 77.76 | 68.97 | 59.65 | 59.6 |
| 13 | Japão | 98.7 | 94.99 | 98.74 | 59.52 |
| 14 | Singapura | 76.39 | 67.47 | 71.33 | 57.92 |
| 15 | Estados Unidos | 79.73 | 68.59 | 75.73 | 56.71 |
| 16 | Áustria | 86.58 | 71.23 | 73.86 | 54.86 |
| 17 | Emirados Árabes Unidos | 78.93 | 66.04 | 60.94 | 52.3 |
| 18 | República Tcheca | 77.77 | 65.42 | 69.68 | 52.25 |
| 19 | Finlândia | 74.2 | 63.51 | 97.84 | 52.1 |
| 20 | Portugal | 68.21 | 60.36 | 55.08 | 51.99 |
| 21 | Nova Zelândia | 73.53 | 62.22 | 74.19 | 50.15 |
| 22 | Itália | 98.3 | 75.25 | 83.54 | 49.58 |
| 23 | Hong Kong | 62.39 | 55.73 | 52.91 | 48.64 |
| 24 | Dinamarca | 82.67 | 66.15 | 81.98 | 48.54 |
| 25 | França | 69.37 | 59.16 | 66.11 | 48.27 |
| 26 | Espanha | 96.87 | 86.79 | 98.21 | 48.13 |
| 27 | Reino Unido | 78.03 | 63.08 | 75.19 | 47.15 |
| 28 | Grécia | 70.06 | 58.53 | 62.6 | 46.24 |
| 29 | Índia | 75.2 | 60.99 | 66.54 | 45.84 |
| 30 | Luxemburgo | 84.18 | 65.52 | 76.28 | 45.62 |
E o Brasil?
O Brasil ficou em 38º lugar no Índice de Saúde, mesmo tendo o tão popular e importante SUS, porque o ranking não avalia apenas a existência de um sistema público universal.
Mas sim, como o sistema de saúde funciona em toda sua prática, considerando então a sua eficiência, o acesso real, bem como a qualidade dos serviços prestados e a capacidade de resposta do país como um todo.
O SUS é, sem dúvidas, um dos maiores e mais abrangentes sistemas públicos do mundo, algo que realmente conta positivamente para o nosso país, garantindo acesso gratuito e universal, que é algo que poucos países conseguem oferecer à população.
No entanto, o índice da CEOWORLD analisa resultados concretos, e é justamente nessa questão que começam a aparecer os principais desafios brasileiros. Um dos grandes fatores contra o Brasil é a desigualdade regional no que diz respeito ao acesso à saúde.
Por exemplo, enquanto grandes capitais e regiões mais ricas contam com hospitais mais modernos, estruturas de primeiro mundo, tal como maior número de especialistas, em cidades menores e regiões afastadas existe uma escassez de médicos, falta de exames e infraestrutura precária.
Outro ponto que pesa negativamente para o Brasil é o tempo de espera. Filas longas para consultas, com relatos de demoras de meses para exames de alta complexidade e cirurgias, afetam diretamente a percepção de eficiência do sistema.
Em comparação com outros países, outra dificuldade encontrada é o subfinanciamento crônico da saúde pública, onde o Brasil acaba sendo um país que investe menos em saúde por número de habitantes.
Por fim, a gestão e integração acabam sendo outro problema que reduz a posição do Brasil no ranking. Dessa maneira, entre as perdas e ganhos, o Brasil acaba ficando de fora dos 30 países com melhores sistemas de saúde do mundo atualmente.






















