Janeiro está chegando, e é também um dos meses mais interessantes para os trabalhadores, já que neste mês ocorrem reajustes salariais, mudanças de emprego, e as pessoas colocando em prática os planos de Ano Novo.
Muitas pessoas não sabem, mas assim como no Brasil, em vários países do mundo, com a virada do ano ocorrem reajustes salariais, seja por determinação dos governos, quanto por regra e leis estabelecidas para as empresas.
Se você está pensando em mudar de país e imigrar para a Europa em busca de encontrar melhores perspectivas de vida, ou mesmo por simples curiosidade, vamos descobrir quais países do velho continente têm as melhores remunerações.
Média salarial na Europa é de 40 mil euros por ano
Segundo os dados mais recentes do Eurostat, o salário médio anual de um trabalhador nos países da União Europeia é de 39.808 euros (R$ 260 mil), um valor bem interessante, especialmente quando convertemos e vemos a disparidade para o salário brasileiro.
Outro fato interessante revelado pelo Eurostat é que, embora a média seja quase 40 mil euros, o menor salário mínimo anual da União Europeia é da Bulgária, com 15.387 (R$ 100 mil) euros, contra Luxemburgo, cujo salário médio anual é de 82.969 (R$ 542 mil).
Além disso, a média salarial nos países da União Europeia passa dos 50 mil euros por ano em cinco países diferentes, sendo eles: Alemanha, Áustria, Irlanda, Bélgica e Dinamarca.
Confira o ranking com a média salarial anual dos países da União Europeia:
| País / Região | Salário médio (EUR) | Salário médio (R$) |
|---|---|---|
| Luxemburgo | 82.969 | R$ 542.626 |
| Dinamarca | 71.565 | R$ 468.035 |
| Irlanda | 61.051 | R$ 399.273 |
| Bélgica | 59.632 | R$ 390.029 |
| Áustria | 58.600 | R$ 383.244 |
| Alemanha | 53.791 | R$ 351.803 |
| Finlândia | 49.428 | R$ 323.061 |
| Suécia | 46.525 | R$ 304.674 |
| França | 43.790 | R$ 286.387 |
| Zona do Euro (média) | 43.512 | R$ 284.569 |
| União Europeia (média) | 39.808 | R$ 260.104 |
| Eslovênia | 35.133 | R$ 229.769 |
| Espanha | 33.700 | R$ 220.398 |
| Itália | 33.523 | R$ 219.239 |
| Malta | 33.499 | R$ 219.082 |
| Lituânia | 29.104 | R$ 190.341 |
| Chipre | 27.611 | R$ 180.642 |
| Estônia | 26.546 | R$ 173.212 |
| Portugal | 24.818 | R$ 162.341 |
| República Tcheca | 23.998 | R$ 156.947 |
| Croácia | 23.446 | R$ 153.331 |
| Letônia | 22.262 | R$ 145.595 |
| Polônia | 21.246 | R$ 138.951 |
| Romênia | 21.108 | R$ 138.048 |
| Eslováquia | 20.287 | R$ 132.677 |
| Hungria | 18.461 | R$ 120.746 |
| Grécia | 17.954 | R$ 117.431 |
| Bulgária | 15.387 | R$ 100.640 |
É importante lembrar que, em vários países, uma grande parcela dos trabalhadores exerce atividade em regime de tempo parcial, embora o Eurostat ajuste os dados para indicar a média de todos os trabalhadores caso atuassem no regime de tempo integral.
O ranking em questão deixa claro que os principais salários europeus estão na Europa Ocidental e na Europa do Norte, enquanto isso, os países com as menores médias salariais se concentram na Europa Oriental e Europa do Sudeste.
Segundo economistas, o motivo para essa disparidade salarial entre regiões está principalmente em uma maior produtividade. Quanto maior for a produtividade em determinada região, maiores serão as remunerações, já que uma arrecadação maior sustenta salários mais altos.
No entanto, outro ponto que também precisa ser discutido, falando especialmente da Europa, é o poder de compra, onde a diferença diminui quando é medida. O que também deixa claro que, países onde se ganham mais, as pessoas tendem a ter um custo de vida mais elevado.






















