O sistema de saúde dos Estados Unidos já vem enfrentando a alguns anos uma profunda escassez de mão de obra que deve se agravar ainda mais na próxima década. A escassez é tão grande que qualquer mudança política de imigração pode impactar diretamente, clínicas, hospitais e casas de repouso.
Atualmente, a falta de trabalhadores já vem causando uma demora no atendimento com filas cada vez maiores e sobrecarga para quem continua trabalhando, especialmente em cidades pequenas e áreas rurais.
As principais previsões apontam para uma escassez extremamente preocupante com até 3,2 milhões de vagas de emprego abertas até o final de 2026, agravado além de tudo pelo envelhecimento populacional, aposentadorias, esgotamento profissional e distribuição geográfica desigual.
Agravamento da escassez de mão de obra na saúde dos EUA
Segundo estimativas, prevê-se que o sistema de enfermeiros registrados (ERs) termine o ano com um déficit de 78.610 profissionais em tempo integral. Número que deve cair para 63 mil em 2030.
O relatório NSI deste ano também identificou uma rotatividade de enfermeiros registrados em hospitais de 16,4% e uma rotatividade geral em hospital de 18,3% em 2024, deixando claro que a retenção de profissionais é um problema diário dos empregadores.
Com relação a médicos, a Administração de Recursos e Serviços de Saúde (HRSA na sigla em inglês), em uma avaliação publicada em novembro do ano passado, projetou uma escassez de 187 mil médicos até 2037, isso em todas as especialidades.
O material original cita projeções de até 3,2 milhões de profissionais de saúde com falta de trabalhadores até 2026, incluindo também 73 mil auxiliares de enfermagem até 2028.
Atualmente, mais de 1.400 hospitais norte-americanos têm relatado crítica escassez de mão de obra desde 2022. A mesma fonte de informações identificou que 40% dos hospitais possuem mais de 10% de vagas para enfermeiros em aberto.
A imigração para profissionais de saúde nos EUA
A imigração tem um papel muito importante no recrutamento de profissionais de saúde nos Estados Unidos. Ainda assim, as projeções do mercado partem da ideia de que o país precisará continuar recebendo trabalhadores estrangeiros para superar essa falta de mão de obra.
Órgãos como HRSA e AAMC apontam que o recrutamento internacional é fundamental quando as vagas de formação dos Estados Unidos não crescem no mesmo ritmo da demanda. Um dado interessante é que, historicamente, imigrantes ocupam cerca de 20% a 25% dos cargos de médicos e enfermeiros nos EUA.





















