Os empregadores que contratam estrangeiros devem se preparar para mais um ano de mudanças drásticas. A situação se tornou preocupante após o governo Trump priorizar o combate à imigração ilegal em 2025. Os esforços coordenados de fiscalização de diversas agências federais aceleraram o ritmo das mudanças, e não há indícios de que isso vá diminuir.
Em 2026, será preciso estar atento, isso porque os empregadores que atuam em um sistema de imigração vão estar sob intensa fiscalização. Para manter vantagem competitiva, as organizações precisarão responder com agilidade.
Por isso, será preciso fazer uma auditoria dos processos de imigração, assegurando que cada etapa de patrocínio de vistos e do Programa de Certificação Permanente de Trabalho (PERM) esteja alinhada aos novos padrões. Será preciso fortalecer os controles relacionados ao Formulário I-9 e à verificação da autorização de trabalho, para impedir a empresa de receber multas elevadas.
Inclua flexibilidade nos planos de contratação para prazos mais longos e custos mais elevados. O empregador deve coordenar de perto com os recursos humanos, jurídico e de recrutamento para garantir que as vagas permanentes (PERM) e outras práticas de contratação estejam alinhadas aos procedimentos padrão e a legislação vigente.
É preciso que a empresa comunique-se com antecedência e frequência com os trabalhadores estrangeiros — porque a transparência e a segurança são fundamentais para fortalecer a retenção em tempos de incerteza.
Novo Rigor Regulatório: garantia dos direitos trabalhistas nos EUA
As prioridades do governo americano para 2026 incluem a fiscalização coordenada e rigorosa das leis que proíbem o tratamento desigual de trabalhadores com base em seu país de origem.
As organizações devem se preparar para uma aplicação mais rigorosa do Título VII da Lei dos Direitos Civis e da Lei de Imigração e Nacionalidade, voltada à proteção dos trabalhadores nascidos nos EUA. Na EEOC (Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA).
Por meio do Projeto Firewall, lançado em setembro de 2025, a EEOC firmou parceria com o Departamento do Trabalho dos EUA para reunir recursos a fim de proteger os direitos, os salários e as oportunidades de emprego de trabalhadores altamente qualificados nascidos nos EUA.
Em novembro do ano passado, a EEOC (Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA) divulgou orientações enfatizando que o Título VII proíbe a discriminação com base na origem nacional com a mesma força, seja aplicada a trabalhadores nascidos nos EUA ou no exterior. As diretrizes deixam claro que a preferência de clientes por portadores de visto não justifica práticas discriminatórias.
Ações que podem infringir o Título VII incluem priorizar portadores de visto em contratação por suposta superioridade de habilidades, restringir treinamento relacionado ao trabalho apenas a indivíduos com vistos patrocinados e excluir portadores de visto de demissões para preservar seu status imigratório.
No Departamento do Trabalho (DOL), espere uma fiscalização mais rigorosa sobre as certificações trabalhistas PERM. Os empregadores que patrocinam trabalhadores estrangeiros devem comprovar que não há candidatos qualificados nos EUA disponíveis, o que significa que as práticas de recrutamento precisam ser impecáveis.




















