Para os europeus, não anda nada fácil comprar uma casa no valor de 1 milhão de euros. Esse desejo tem se tornado um desafio financeiro significativo para a maioria dos trabalhadores. Estudos realizados recentemente mostraram que comprar uma coisa num valor tão alto está bem longe do rendimento médio na União Europeia. Quem deseja realizar esse sonho vai precisar fazer um esforço financeiro substancialmente superior ao padrão nacional na maioria dos países.
Este cenário envolve tanto apartamentos urbanos em capitais movimentadas quanto residências de luxo em regiões mais tranquilas. As diferenças de rendimento e de custo de vida entre os estados-membros da União Europeia criam um quadro complexo para quem deseja adquirir um imóvel nessa faixa de preço. Para que o trabalhador possa respeitar o limite de 33% do rendimento bruto, será necessário ter um rendimento anual de € 130.631, ou seja, € 10.886 mensais. Mas é bom lembrar que esses cálculos não consideram impostos sobre o patrimônio, seguros, custos de transação ou comissões adicionais, e que as condições reais de crédito podem variar e muito.
Na Bulgária, a renda média é insuficiente: seria preciso quase oito vezes mais
Dentro da União Europeia, comprar uma casa de 1 milhão de euros varia bastante de acordo com o salário que uma pessoa recebe. Por exemplo, na Bulgária, que tem uma renda média, enfrenta as maiores dificuldades para realizar seu sonho. Para você ter uma ideia, pessoa solteira, sem filhos, que ganha 100% do salário médio, precisaria de uma renda equivalente a 7,8 salários médios para poder financiar um imóvel. Já em Luxemburgo, esse valor é de apenas 1,6 salários médios.
O número de salários médios necessários varia de dois a três na Dinamarca (2,1), Irlanda (2,3), Bélgica (2,4), Áustria (2,5), Holanda (2,6), Alemanha (2,7), Finlândia (2,8) e Suécia (2,8). Os trabalhadores que recebem um salário médio nesses países são os que têm a maior possibilidade comprar uma casa de um milhão de euros.




















