No ano de 2025, a imigração se tornou o principal tema da política europeia. Mesmo quando o debate ia para outros assuntos como economia, aposentadoria ou política externa, a imigração acabava aparecendo de maneira indireta.
O tom de debate ficou mais duro, a repressão à residência e cidadania, concessões de repatriação, limites à população estrangeira, todas essas tendências de imigração podem mudar a Europa agora em 2026.
Em um ano eleitoral, partidos contrários à imigração estão crescendo nas pesquisas. Tanto na França quanto no Reino Unido e na Alemanha, se observa a movimentação da população em apoio a discursos de rígidos controles de fronteiras.
Inicialmente, sendo discutido especialmente pela direita, o controle mais rígido das fronteiras também passou a ser debatido por outros lados. Governos de centro, como a Dinamarca e Reino Unido, também passaram a endurecer regras de residência e cidadania.
Ao mesmo tempo, se observam partidos de oposição adotando posições mais radicais sobre imigração, dizendo o que acham que o eleitorado (ou a mídia) quer ouvir, e deixando claro que esse será um dos grandes temas mais importantes a serem tratados neste ano.
Como esses tendências mudarão a imigração na Europa em 2026?
Segundo especialistas, esse posicionamento será apenas um impulsionador para repressão contínua com relação à regras e limitação de imigração, bem como os direitos dos imigrantes.
De acordo com a Dra. Marta Lorimer, professora de Ciência Política da Universidade de Cardiff situada em Cardiff, capital do País de Gales, no Reino Unido:
“Os países da UE e a própria UE parecem determinados a continuar seguindo políticas migratórias restritivas, pelo menos nominalmente, mesmo quando isso entra em conflito com seus interesses econômicos”, disse ela ao The Local.
O ano de 2026 será marcado por várias eleições, tanto eleições nacionais quanto regionais que devem moldar o debate, tal como criar um efeito cascata nas políticas e discussões sobre a migração em todo o continente europeu.
A especialista acredita que a Dinamarca e Hungria em particular, devem ser os principais indicadores das políticas de imigração de todo o bloco agora em 2026.
“As eleições húngaras serão imperdíveis. Podemos esperar que Orbán intensifique ainda mais seu discurso anti-imigração e anti-UE, numa tentativa de se manter no poder. A Dinamarca também terá eleições, e será interessante acompanhar o desenrolar dos acontecimentos; o governo de esquerda dinamarquês adotou algumas das políticas anti-imigração mais extremistas do bloco, então será interessante observar seu desempenho.”
O governo sueco já tem como plano revogar retroativamente a residência de mais de 100 mil pessoas, assim como está passando por um processo de endurecer as regras de cidadania.
Na Suíça, uma medida explicitamente anti-imigração deve ser votada agora em 2026. O Partido Popular Suíço, inclusive, causou muita polêmica no final de 2025, com uma proposta de limitar a população para 10 milhões de pessoas.
Atualmente, a população do país é de pouco mais de 9 milhões, incluindo cerca de 2,5 milhões de estrangeiros. Já na Itália, acontece um estudo que exemplifica as tensões demográficas e econômicas subjacentes às políticas migratórias em todo o continente.
Em um ano de eleição, onde o foco direta e indiretamente tem sido a imigração, deixa claro que a partir deste ano, várias questões referentes a residência e cidadania em todo o continente europeu devem passar por profundas revisões.






















