Entrar nos Estados Unidos já não é uma tarefa fácil, e ainda por cima, ficará muito mais difícil em 2026. Isso porque, na última terça-feira (16), o governo norte-americano anunciou restrições mais abrangentes que afetarão a emissão de vistos e admissão no país.
As novas restrições anunciadas são baseadas em avaliações atualizadas de segurança nacional, bem como pela verificação de antecedentes e compartilhamento, e complementam as designações de países realizadas anteriormente no mês de junho.
Pontos principais
— As novas restrições vão afetar especialmente a emissão de vistos e entrada nos EUA, e não afetarão os pedidos comuns de imigração feitos por quem já está dentro do país.
— O impacto dessas mudanças pode variar dependendo da nacionalidade da pessoa, tipo de visto, de onde ela se encontra e se será preciso solicitar um novo visto.
— Quem já está nos Estados Unidos e não precisa viajar para fora do país sofrerá menos impactos imediatos.
— Os interessados em ingressar para os EUA devem ter mais atenção com relação ao processamento de vistos pelos consulados a partir do dia 1º de janeiro de 2026, que pode se tornar mais demorado ou restritivo.
EUA amplia restrições para entrada no país
As novas restrições de entrada nos Estados Unidos vão afetar a emissão de vistos e a admissão no país a partir do dia 1º de janeiro de 2026, e as restrições de entrada serão baseadas em cada país.
Determinados países estão sujeitos à suspensão total de entrada para vistos de imigrante e não imigrante, salvo para exceções definidas e isenções discricionárias.
Outros países estão sujeitos à suspensão parcial, afetando especialmente os vistos de imigrante e vistos de não imigrantes classificados nas categorias B, F, M e J.
Para quem está preocupado se o Brasil integra alguma das listas de endurecimento da emissão de vistos e admissão de vistos, pode ficar tranquilo que o Brasil não integra diretamente os países proibidos ou com restrições de vistos anunciados.
As novas restrições (o chamado travel ban) envolvem 39 países, com suspensão total de entrada, parcial, entre outras, confira:
| Tipo de restrição | Países afetados | Efeito prático |
|---|---|---|
| Suspensão total de entrada | Afeganistão; Birmânia (Mianmar); Chade; República do Congo; Guiné Equatorial; Eritreia; Haiti; Irã; Líbia; Somália; Sudão; Iêmen; Burkina Faso; Laos; Mali; Níger; Serra Leoa; Sudão do Sul; Síria | A entrada está suspensa para ambas as categorias de visto, de imigrante e de não imigrante, a menos que se aplique uma exceção prevista ou uma isenção discricionária. |
| Suspensão parcial de entrada | Angola; Antígua e Barbuda; Benim; Burundi; Cuba; Costa do Marfim; Dominica; Gabão; Gâmbia; Malaui; Mauritânia; Nigéria; Senegal; Tanzânia; Tonga; Togo; Venezuela; Zâmbia; Zimbábue | A entrada está suspensa para vistos de imigrante e para vistos de não imigrante das categorias B, F, M e J. |
| Suspensão baseada em documentos | Documentos de viagem emitidos ou endossados pela Autoridade Palestina | A entrada está categoricamente suspensa para pessoas que tentam entrar no país utilizando esses documentos de viagem. |
| Modificação específica para cada país | Turcomenistão | As restrições aos vistos de não imigrante B, F, M e J foram suspensas; a emissão de vistos de imigrante continua suspensa. |
As novas restrições estão sendo implementadas pelo Departamento de Estado e Departamento de Segurança Interna em consulados e pontos de entrada. Lembrando que as mudanças não revogam diretamente o status legal de quem já está dentro do país.






















