Vários países do mundo, em especial na Europa, estão trabalhando com mudanças políticas relacionadas a imigração, e o Reino Unido tem se tornado um dos mais ativos com relação a isso.
É importante que as pessoas que queiram imigrar para o Reino Unido se atentem a essas mudanças, pois todas elas podem impactar de alguma maneira no sonho de viver e trabalhar em outro país.
O governo britânico continua implementando as reformas propostas, que estão descritas no livro branco publicado ainda no mês de maio de 2025, com o objetivo claro declarado das reformas de reduzir a migração líquida e reforçar os controles das fronteiras.
Mudanças começam a ser implementadas
O governo britânico está implementando inúmeras mudanças com relação às regras de imigração, e quem tem o sonho de viver no país, ou mesmo para quem já está por lá, precisa se atentar a essas alterações.
A primeira delas é com relação aos requisitos de proficiência em inglês. A exigência de proficiência em inglês para novos candidatos a visto de trabalho qualificado aumentou de B1 para B2 nesta última quinta-feira, 8 de janeiro de 2026.
Outra mudança é com relação ao governo propor estender o período de qualificação para obtenção da residência permanente, de cinco para dez anos para a maioria das modalidades de visto de trabalho patrocinado.
Essa alternativa está em período de consulta pública e se encerra agora no dia 12 de fevereiro de 2026. Já sua implementação está prevista para acontecer já no mês de abril de 2026.
Essas propostas estabelecem um sistema de “acerto de contas” que é baseado em pontos em categorias de fatores que podem ou reduzir ou mesmo aumentar o tempo que será necessário para concluir o período de qualificação para a residência permanente.
Fatores que aumentam o tempo para atingir o período de classificação:
- Recebimento de fundos públicos.
- Condenações criminais.
- Violações anteriores às leis de imigração.
Fatores que podem reduzir o tempo para atingir o período de classificação:
- Ser parceiro de um cidadão britânico.
- Ter rendimentos mais altos (limites ainda devem ser apresentados).
- Trabalhar em áreas com escassez de mão de obra.
- Ter uma contribuição excepcional para a sociedade britânica.
Também existem os requisitos obrigatórios, ou seja, independentemente de qual será a via de acesso, que incluem o bom caráter, adequação ao cargo exercido e rendimento anual superior a 12.750 libras durante o período determinado da candidatura, tal como a proficiência nível B2 de inglês.
Mudanças a partir de fevereiro de 2026
Além do que citamos anteriormente, a partir do dia 25 de fevereiro, o Reino Unido vai aplicar um sistema de Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), que exigirá que visitantes de 85 países isentos de visto (inclusive o Brasil) obtenham uma ETA, sendo uma permissão digital prévia à viagem.
Em suma, essa autorização se traduz na política de “sem permissão, sem viagem”, como está descrito pelo próprio governo britânico. Além do Brasil, os países afetados incluem até mesmo os EUA, Canadá, Austrália, Japão, Coreia do Sul e alguns Estados do Golfo.
A boa notícia é que a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA na sigla em inglês) custará apenas 16 libras e terá validade de dois anos. Logo, não será preciso emiti-la toda vez que for viajar para o Reino Unido.
Cada viajante, isso inclui até mesmo crianças e bebês, precisa ter sua própria autorização ETA para entrar nas fronteiras do Reino Unido. O recomendado, segundo o governo britânico, é emitir o ETA com pelo menos três dias úteis de antecedência da data da sua viagem.





















