O Brasil acaba de entrar na lista dos países incluídos na nova medida do Departamento de Estado dos Estados Unidos que suspende, por um período indeterminado, o processamento de vistos de imigrantes.
Conforme revelado pelo governo norte-americano, a decisão tem como objetivo reavaliar os critérios utilizados para identificar candidatos considerados com maior probabilidade de se tornarem “encargo público” para o governo dos Estados Unidos.
Segundo um memorando interno do Departamento de Estado, obtido pela Fox News Digital, os funcionários consulares estão sendo orientados a negar vistos com base na legislação vigente, enquanto os processos de triagem, bem como de verificação, estão passando por revisão.
A suspensão terá início no dia 21 de janeiro de 2026 e, por enquanto, ainda não tem prazo para acabar. Na prática, isso quer dizer que brasileiros que querem migrar legalmente para os EUA vão enfrentar atrasos ou mesmo a recusa, enquanto o procedimento passa por revisão pelo governo norte-americano.
Lembrando que a análise considera vários fatores para conceder ou não a permissão de imigrar legalmente para os EUA, incluindo idade, condição financeira, estado de saúde, domínio do idioma, entre outros.
São 75 países afetados
Não é somente o Brasil que está sendo atingido pela suspensão do processamento de vistos de imigrantes. Na verdade, são 75 países que estão sendo diretamente impactados, entre eles temos:
Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Armênia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Butão, Bósnia, Mianmar (Birmânia), Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, República Democrática do Congo, Dominica, Egito, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné, Haiti, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedônia do Norte, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão e Iêmen.
Segundo Tommy Piggot, porta-voz do Departamento de Estado, essa nova medida tem como objetivo impedir a entrada de imigrantes que possam acabar se tornando um “fardo” para os cofres públicos do país.
As exceções à suspensão serão extremamente raras, e conforme revelado, só deve ocorrer em casos em que o solicitante conseguir comprovar de maneira robusta, que não representará um ônus para o governo do país.






















