A Espanha vive uma turbulência devido aos preços de aluguéis e ações de despejo. Isso levou o governo a anunciar decretos que envolvem a suspensão de despejos até 2030 e prorrogação automática de contratos de aluguel em meio à pressão de movimentos de inquilinos.
Na terça-feira (29), o governo espanhol aprovou dois decretos‑lei para tentar conter a crise da habitação, com medidas que vão desde uma maior proteção contra os despejos e limites às compras especulativas até incentivos fiscais, novas regras para os arrendamentos e financiamento a juro zero para facilitar o acesso à primeira habitação.
Mas o mercado continua seguindo as regras anteriores; se você quiser morar sozinho na Espanha, vai pagar um aluguel que custa quase o dobro do valor pago por um quarto em um apartamento compartilhado.
O que teria mudado no aluguel na Espanha se os decretos tivessem entrado em vigor
As medidas incluídas nos dois decretos aprovados pelo gabinete indicam, pelo menos, que o governo ouviu atentamente as exigências dos ativistas que vêm protestando em Madri, em Barcelona e em outras cidades espanholas nos últimos dias.
Segundo os decretos, haveria uma proibição temporária dos despejos, a prorrogação dos contratos de aluguel e a proibição das empresas de investimentos, chamadas pelo governo espanhol de “fundos abutres”. O governo estaria atendendo a um pedido dos ativistas do direito à moradia na Espanha.
O ministro dos Direitos Sociais, Pablo Bustinduy, descreveu as medidas aprovadas pelo gabinete como “um primeiro passo rumo à transformação social e econômica do país”.
De acordo com o Sindicato de Inquilinos de Madri, o aluguel mensal havia sido elevado em 275%, chegando a 2.650 euros. O episódio passou a ser associado ao pacote de medidas aprovado, que ficou conhecido como “decreto Maricarmen”.





















