Muitas pessoas vêm decidindo morar no exterior; a intenção é melhorar de vida, principalmente pelo baixo custo de vida, ritmo tranquilo e um lugar mais quente para envelhecer. Mas você precisa saber que escolher um país para morar é mais sério do que se possa imaginar.
É certo que algumas pessoas, quando se mudam para o exterior, podem até encontrar uma vida que parece fácil, bem diferente da que deixaram para trás. Mas também tem aquelas que, ao se mudar para o exterior, demoram a se adaptar e começam a perceber que nunca deveriam ter saído do seu país de origem. Por isso, é importante, antes de mudar para o exterior, conhecer bem o país em que decidiu ir morar.
Morar no exterior não é uma questão de sorte, e sim de fatores concretos do dia a dia. Muitos acabam descobrindo que o país que escolheram para viver tem um alto custo de vida que compromete o orçamento, também não conseguiram encontrar moradia acessível e a sensação de que a população local não os aceitou após anos vivendo naquele local.
Um recente levantamento realizado pela InterNations mostra os melhores países para um estrangeiro morar e outros que são piores escolhas. O Panamá defende seu título na pesquisa Expat Insider de 2026, enquanto a Noruega cai para o último lugar em um ranking dos 10 piores países, dominado por países europeus.
Os três melhores países para um expatriado morar
Panamá
Pelo terceiro ano consecutivo, o Panamá lidera os rankings de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais, ocupando também a posição em Facilidade de Adaptação e em Itens Essenciais para Expatriados. No entanto, o país não é o melhor em qualidade de vida. 90% dos expatriados consideram que sua renda familiar disponível é suficiente para levar uma vida confortável (contra 71% globalmente), e mais de três quartos (76%) estão satisfeitos com sua situação financeira (contra 55%). O custo de vida em geral também recebe avaliações positivas de 69% dos entrevistados — bem acima da média global de 39%.
México
O México ocupa a segunda posição; é um país onde o estrangeiro tem facilidade de se adaptar, a população é bem acolhedora. As finanças do país contribuem para o seu atrativo, conquistando o terceiro lugar no Índice de Finanças Pessoais. Mais de quatro em cada cinco expatriados (81%) afirmam que sua renda disponível lhes permite viver confortavelmente, contra 71% globalmente, e 73% relatam satisfação com sua situação financeira, em comparação com 55% em todo o mundo.
No entanto, a qualidade de vida no país ainda não é uma das melhores. O México ficou em 16º lugar, apesar de liderar o mundo em cultura e vida noturna, bem como em clima e tempo.
Tailândia
No Top 3 está a Tailândia , lar dos expatriados mais felizes do mundo: 86% estão satisfeitos com a vida no exterior (contra 70% globalmente) e 42% querem ficar para sempre (contra 27%). O país conquistou o segundo lugar quando o assunto é finanças pessoais. A Tailândia oferece o melhor custo de vida do mundo, com uma avaliação positiva de 85% dos expatriados (contra 39% globalmente).
A habitação é a mais acessível e também uma das mais fáceis de encontrar. O país é outro destino popular para aposentados: 40% dos entrevistados são aposentados contra 14% globalmente e 22% se mudaram para lá especificamente para se aposentar contra 4%.
Os piores países para os estrangeiros viver
Noruega (31º): um dos países em que os expatriados mais sofrem com a solidão
A Noruega ficou em último lugar, 31º entre 31 destinos, e seus expatriados relataram o menor índice de felicidade entre todos os entrevistados. Menos da metade, 46%, dizem estar satisfeitos com a vida no exterior, em comparação com 70% globalmente.
Apenas 31% dizem sentir-se em casa na Noruega, em comparação com 61% globalmente, e 51% descrevem os seus amigos como sendo maioritariamente outros expatriados, e não locais, contra 37% globalmente, um sinal de que muitos nunca chegam a integrar-se na comunidade norueguesa.
A Noruega tem o pior custo de vida do mundo, e apenas 39% dos expatriados estão satisfeitos com sua situação financeira, contra 55% globalmente.
Alemanha
Alemanha ocupa a 30ª posição, prejudicada pelo seu desempenho ruim contínuo no Índice de Facilidade de Adaptação, bem como pelo último lugar no Índice de Itens Essenciais para Expatriados.
A barreira linguística é um fator crucial. Mais da metade dos expatriados (55%) apontaram a barreira do idioma como uma das principais preocupações antes de se mudarem para a Alemanha (contra 32% globalmente), e 62% consideram o aprendizado do alemão difícil (contra 40%).
Apenas 60% dos expatriados estão felizes com suas vidas na Alemanha (contra 70% globalmente), colocando o país entre os 3 piores do mundo em termos de felicidade.
Turquia
A Turquia ocupa o 29º lugar, com os piores resultados do mundo para Trabalho no Exterior (31º). Três das quatro subcategorias do índice — Salário e Segurança no Emprego, Trabalho e Lazer, e Cultura e Satisfação no Trabalho — estão em último lugar. A situação econômica é o maior problema: 61% dos expatriados a avaliam negativamente (contra 20% globalmente).
Assim como na Alemanha, a barreira linguística é alta: 52% dos expatriados a citam como uma grande preocupação antes de se mudarem para a Turquia (contra 32% globalmente).




















