Se você pensa em mudar para o exterior na tentativa de buscar melhores oportunidades de carreira, uma qualidade de vida melhor e estabilidade melhor, precisa ficar atento às regras de cada país.
Talvez você seja daquelas pessoas que desejam conseguir a Residência Permanente (RP). Mas para conseguir um visto RP não basta preencher um formulário — geralmente envolve um sistema de imigração baseado em pontos, adotado por países como Austrália, Canadá, Nova Zelândia e outros, para avaliar e selecionar profissionais qualificados.
Caso você não saiba como funciona o sistema de pontos para o visto de residência permanente, vamos neste texto te ajudar a entender melhor, como por exemplo, como os pontos são calculados.
O que é um sistema de imigração baseado em pontos?
O sistema de pontos é um método estruturado utilizado pelas autoridades de imigração para avaliar e classificar candidatos à residência permanente com base em critérios específicos. Cada fator recebe uma pontuação permanente de pontos, e os candidatos devem atingir ou ultrapassar um limite mínimo para se tornarem elegíveis a um convite ou processo de seleção.
O sistema foi criado para dar prioridade a pessoas qualificadas, que têm maiores chances de conseguir boas oportunidades de trabalho no país de destino e de se adaptar bem ao dia a dia e à cultura local.
Principais países que utilizam sistemas de residência permanente baseados em pontos
- Austrália – Programa de Migração Qualificada Geral (GSM)
- Canadá – Sistema de Entrada Expressa
- Nova Zelândia – Categoria de Migrante Qualificado
- Reino Unido – Sistema baseado em pontos para trabalho e residência (com vias de visto específicas)
Principais fatores que determinam a pontuação
Candidatos mais jovens tendem a receber pontuações mais altas, pois presume-se que tenham uma vida profissional mais longa pela frente.
Austrália: Até 30 pontos (para a faixa etária de 25 a 32 anos)
Canadá: Até 12 pontos (segundo o Sistema Abrangente de Classificação)
Mas é necessário ter formação acadêmica.
Quanto melhor for o seu desempenho acadêmico, mais pontos você ganha. Ter um bacharelado, um mestrado ou até um doutorado costuma contar bastante, já que esses níveis de estudo são geralmente valorizados no processo. A pontuação pode aumentar se a formação acadêmica for obtida no país para o qual você está se candidatando. Ter experiência profissional também conta.
Ter uma experiência profissional qualificada aumenta bastante as suas chances de se destacar no processo. Quanto mais anos de experiência profissional relevante você tiver, mais pontos poderá acumular. Além disso, quem já trabalhou no próprio país de destino pode receber pontos extras, já que essa vivência mostra maior chance de adaptação ao mercado local.
Domínio de idiomas
É essencial você ter domínio no idioma. Caso escolha morar no Canadá, precisará saber falar inglês ou francês. Os resultados de testes como IELTS, TOEFL ou PTE são usados para medir o nível de conhecimento no idioma. No Canadá, o nível de idioma é medido pela escala CLB (Canadian Language Benchmark). Enquanto na Austrália, a pontuação é calculada com base nas notas das bandas dos testes de inglês, como o IELTS.
Como melhorar sua pontuação?
Se sua pontuação estiver abaixo do mínimo exigido, não se preocupe — existem várias maneiras de aumentá-la:
- Refazer o teste de inglês
- Mesmo um pequeno aumento na sua pontuação pode adicionar até 20 pontos extras.
- Adquirir mais experiência profissional
- Acumule experiência em uma ocupação qualificada relevante para a sua área de atuação.
- Investir em educação continuada
- Considere um diploma, bacharelado ou mestrado em áreas com alta demanda no mercado de trabalho.
- Candidatar-se a uma indicação estadual ou a um Programa de Nomeação Provincial (PNP)
- Esses programas oferecem pontos extras e podem ter critérios de seleção mais flexíveis.




















