Entrou em vigor as novas regras de imigração publicadas pelo Ministério do Interior do Reino Unido. As mudanças na lei elevam o nível mínimo de qualificação para o patrocínio de Trabalhadores Qualificados ao nível 6 do RQF (equivalente à graduação). Foram retiradas mais de 100 ocupações de nível intermediário, como chefes e gerentes de varejo, da lista de elegíveis.
Com isso, os limites salariais também subiram consideravelmente: £ 41.700 para trabalhadores qualificados, em geral, £ 52.500 para profissionais transferidos pelo programa Global Business Mobility e £ 39.100 para trabalhadores em fase de expansão.
Medida polêmica
Até dezembro de 2026, uma lista temporária de ocupações em falta ficará em vigor, mas sem o desconto salarial de 20% que antes era aplicado. Ficou decidido que os dependentes não poderão assumir a maioria das vagas nessas áreas.
Mas uma das medidas acabou gerando uma polêmica. Trata-se da proibição de contratar cuidadores estrangeiros, exceto aqueles que já estejam empregados pelo patrocinador. A decisão integra a estratégia do governo para reduzir a imigração líquida.
Enquanto isso, os trabalhadores vão poder prorrogar os vistos ou mudar de empregador (dentro de certos limites) até julho de 2028, mantendo os critérios anteriores. Porém, novas contratações serão obrigadas a cumprir as regras mais rigorosas, fazendo com que os empregadores repensem o planejamento da força de trabalho e as estruturas de remuneração.
A partir de agora, os departamentos de RH devem observar os critérios mais rigorosos em relação ao domínio do inglês e à presença de filhos dependentes. A medida pretende limitar a entrada de núcleos familiares vinculados a vistos de trabalho.
O maior desafio para os gestores de mobilidade é o custo. Por exemplo, um analista de dados de 35 anos, com salário de £ 38.000 e já qualificado a partir de 2025, continuará apto a receber patrocínio de visto. No entanto, um novo contratado com o mesmo salário não terá essa possibilidade.
Empresas com grandes operações no setor de assistência social enfrentam as maiores dificuldades, mas mesmo as empresas de tecnologia precisam rever suas faixas salariais para garantir a conformidade.





















