A imigração sempre existiu e continuará existindo, no entanto, governos de diferentes países estão trabalhando para reforçar o controle de suas fronteiras, implementando políticas de imigração cada vez mais exigentes.
Esse é um movimento que tem gerado muitas dúvidas nas pessoas: por que os países estão restringindo cada vez mais a imigração? Quais são os motivos que levam a esse tipo de mudança?
É perceptível que existe uma mudança profunda em atitudes globais com relação às leis de imigração. Vários países estão reprimindo não somente a imigração ilegal, como até mesmo a imigração legal.
Existem alguns motivos para isso, como a superpopulação e sobrecarga de serviços públicos, integração cultural, instabilidade econômica, a competitividade por vagas de emprego e o próprio domínio do controle de suas fronteiras.
Ainda que muitos países argumentam que a imigração é fundamental para as economias, outros governos acabam alegando que a imigração, quando não controlada, impacta diretamente nos recursos nacionais.
Para tentarmos compreender melhor essa movimentação, vamos explorar os motivos que têm levado os países a adotarem leis cada vez mais rígidas com relação a imigração, tal como políticas que estão sendo implementadas em várias partes do mundo.
Hungria e suas leis mais rigorosas de imigração
A Hungria é um dos países que adotou políticas de imigração mais rigorosas, com as principais mudanças incluindo abolir o sistema de “autorização única” e substituí-lo por uma autorização de trabalho temporário e restringir o acesso de trabalhadores de fora da União Europeia.
Outra atitude bem severa do país é a construção de uma cerca de 320 quilômetros na fronteira em busca de impedir completamente a imigração ilegal. Políticas alinhadas com a abordagem nacionalista do primeiro-ministro Viktor Urbán, que quer proteger a identidade nacional da Hungria.
Reino Unido e as novas exigências
O governo do Reino Unido tem implementado mudanças com relação a imigração, como os requisitos do domínio da língua inglesa que aumentou de nível de conhecimento B1 para B2.
Além disso, o país também está propondo estender o período de qualificação para obtenção da residência permanente de cinco para dez anos para as modalidades de visto de trabalho patrocinado.
Canadá e suas novas medidas de imigração
Agora entre os anos de 2026 e 2028 o Canadá pretende reorganizar sua política de imigração para torná-la mais controlada, previsível e sustentável, reduzindo gradualmente a entrada de residentes temporários, tanto de trabalhadores como de estudantes.
Embora elogiado pelo seu multiculturalismo, o país pretende reduzir o número de imigrantes nos próximos anos, combater a crise habitacional que muitos atribuem a imigração, e aumentar e focar especificamente em mão de obra qualificada.
Pela primeira vez em mais de 20 anos, as pesquisas relacionadas à opinião pública tem demonstrado que os cidadão canadenses acreditam que os níveis de imigração no país são altos demais.
Austrália e sua reforma do sistema de imigração
O número recorde de imigrantes nos últimos anos tem gerado pedidos cada vez maiores em reformas de políticas de imigração, com foco na regulamentação para vistos, limites de renda maiores e regras mais rigorosas para a troca de vistos.
Os principais motivos para pedidos de reforma de um sistema que muitos australianos condenam como “falido” está a escassez de moradia, ofertas de emprego, tal como a sobrecarga da infraestrutura do país.
Endurecimento de regras de imigração ao redor do mundo
Vários países do mundo de diferentes continentes estão estabelecendo políticas de imigração mais rigorosas, em especial por preocupações econômicas, de segurança e sociais.
No entanto, isso não significa que a imigração vai acabar. Apenas que o controle das fronteiras será cada vez maior, e o foco estará atrelado a busca de mão de obra estrangeira que seja qualificada.
Assim, uma das grandes dicas para quem deseja migrar para outro país é se capacitar. Quanto maior seu nível de conhecimento em uma área, com diplomas e certificações, mais qualificado você se torna, e consequentemente um interesse de outros países para preencherem suas áreas com maior escassez de mão de obra qualificada.





















