Para viver e trabalhar no Brasil, você precisa ser um verdadeiro artista, isso porque muitos empregados trabalham muito e recebem salários muito baixos, fazendo com que eles passem por dificuldades financeiras.
O Brasil tem passado por uma desvalorização do real, alta carga de impostos e altos preços de produtos e serviços. É algo complicado para a maioria dos brasileiros que recebe até dois salários mínimos por mês.
Até o ano passado, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) indicava que o valor necessário para suprir as necessidades básicas de uma família no Brasil deveria ser superior a R$ 7.000,00.
Enquanto no Brasil, os trabalhadores precisam dar duro para manter uma vida digna, em outros países a população em geral, pode-se dizer, tem uma vida tranquila. Nesses países, mesmo que o trabalhador seja de nível alto, que depende de grande especialização, ou exerça cargos mais simples, consegue receber bons salários.
Neste texto, selecionamos dez países em que qualquer trabalhador ganha bem. Vale lembrar que cada local tem suas diferentes regras para estrangeiros ingressarem no país para trabalhar. Esse é um dos motivos que fazem os brasileiros buscar tanto a cidadania estrangeira.
Islândia
Para você ter uma ideia, a Islândia não possui um salário mínimo fixado por lei nacional, mas sim por acordos coletivos entre sindicatos e empregadores. Até 2024, o valor inicial tinha uma variação entre 368.000 e 400.000 coroas islandesas (ISK) por mês, o que correspondia a aproximadamente US$ 2.600–2.800 (cerca de R$ 13.000–14.500 no câmbio de 2023/2024).
Mas o país tem um detalhe que chama atenção: apesar de pagar bons salários, o custo de vida lá é muito alto. Isso se deve ao seu isolamento geográfico, o que encarece a importação de produtos.
Noruega
A Noruega também não possui salário mínimo nacional por lei, isso porque o país define faixas mínimas por setor (geralmente entre 28.000 a 33.000 NOK/mês) para garantir salários dignos.
Até o final de 2024, um trabalhador na Noruega recebia aproximadamente 59.730 NOK por mês (cerca de R$ 30.000). O rendimento na Noruega é considerado um dos maiores do mundo, frequentemente resultando em um alto padrão de vida, mesmo com a carga tributária e custos elevados.
Quem vive na Noruega possui serviços públicos de ponta, como ensino superior de alta qualidade, serviços de saúde de alta qualidade, além de ter a vantagem de precisar trabalhar apenas 30 horas por semana.
Irlanda
Quem trabalha na Irlanda recebe um dos salários mínimos mais altos da Europa (€ 14,15/hora em 2026) e médias anuais expressivas, superando € 45.000 (cerca de R$ 280.000). Os ótimos salários são pagos para quem é especialista em TI, engenharia e saúde.
Mas o país tem um alto custo de vida, principalmente para quem não tem casa própria e precisa pagar aluguel, o que pode reduzir o poder de compra, apesar dos salários nominais altos.
O país é o centro agrícola do Reino Unido, mas a sua economia também depende fortemente do setor tecnológico. É uma economia que possui muitas empresas de tecnologia, bem como as maiores empresas fabricantes de videogames do mundo.
Bélgica
Na Bélgica, podemos dizer que os trabalhadores recebem bons salários, o país possui um dos salários mínimos mais altos da União Europeia, em 2025, o valor superava € 2.100 (aproximadamente R$ 13.080).
Só para você ter uma ideia, o salário médio mensal bruto gira em torno de € 4.000 a € 4.900, no entanto, o país tem impostos altos. Embora o poder de compra seja considerado bom, o custo de vida, especialmente moradia, também é elevado. É comum o recebimento de 13º salário e outros benefícios adicionais.
As profissões que possuem médias salariais elevadas são: TI, finanças, química e saúde, frequentemente incluindo benefícios como vales-refeição.
Alemanha
A Alemanha é um país que tem as portas abertas para o trabalhador brasileiro. O país oferece bons salários, estabilidade e excelente qualidade de vida. A Alemanha tem trabalhado em novas leis de imigração, para atrair novos trabalhadores. Possui mais de 850.000 vagas de emprego, especialmente para profissionais qualificados.
Em 2025, o salário mínimo no país era de € 12,82 por hora, resultando em cerca de € 2.054 brutos mensais (40h/semana). Setores como tecnologia, engenharia e saúde oferecem salários anuais entre € 60 mil e € 120 mil. O país valoriza o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, com forte proteção trabalhista.
Dinamarca
A Dinamarca é conhecida por oferecer um dos melhores salários e qualidade de vida do mundo. Por lá, a remuneração média bruta é de cerca de € 4.200 mensais, podendo superar € 6.600 em Copenhague.
Mas o país tem um custo de vida elevado, sendo dos mais altos da Europa, e os impostos podem reduzir o valor líquido em cerca de 40%. Por isso, o trabalhador precisa elaborar um planejamento financeiro rigoroso, especialmente com aluguel. No entanto, a Dinamarca oferece excelentes programas de saúde, educação e sociais.
Luxemburgo
Luxemburgo é um dos países que costuma pagar bem, possui um dos maiores salários mínimos da Europa e do mundo. Em 2025, o salário mínimo bruto mensal era superior a € 2.600 para trabalhadores não qualificados e passava de € 3.100 para qualificados.
Estrangeiros procuram o país graças às altas remunerações, especialmente em finanças, TI e construção, com salários que podem passar de € 4.700 mensais. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, 25 dias de férias remuneradas e proteção trabalhista forte.
No entanto, o custo de vida em Luxemburgo é alto, especialmente o aluguel, que é um dos mais elevados da Europa, levando muitos a morar em países vizinhos (que fazem fronteira com o país).
Existem ótimas oportunidades para estrangeiros qualificados, já que há uma grande escassez de mão de obra em áreas técnicas e de serviços.
Austrália
A Austrália é conhecida por pagar um dos maiores salários mínimos do mundo. Em 2026, o valor será de AUD 24,95 por hora, o que equivale a cerca de AUD 948 por semana (aproximadamente USD 16,41/hora). Para você ter uma ideia, o salário é algo em torno de R$ 25 mil.
O custo de vida é compensado por altos salários. Os trabalhadores a partir dos 21 anos ou mais recebem o valor mínimo integral. A alta remuneração, mesmo em trabalhos braçais, atrai muitos estrangeiros que buscam melhor poder de compra.
Os setores com mais chances de vagas são: Construção Civil, Saúde (cuidadores), Hospitalidade/Limpeza, TI, e Engenharia.
Estados Unidos
Trabalhar nos Estados Unidos pode oferecer salários altos e maior poder de compra, o valor continua fixado em US$ 7,25 por hora, mas muitos estados já adotaram valores bem mais altos. Por exemplo, o valor pode chegar a US$ 15–16/hora em lugares como Califórnia, Nova York e Washington.
Setores como tecnologia, saúde, engenharia (como petróleo) e construção, podem oferecer os melhores salários. No entanto, nos Estados Unidos, o aluguel é um dos mais caros, como também saúde e educação. Um salário de US$ 74 mil/ano é considerado confortável em muitos locais, mas insuficiente para comprar casa em grandes centros.
O trabalhador sem formação aceita os trabalhos braçais, mesmo que seja preciso trabalhar muitas horas por dia para ter uma vida confortável. Esquece aquela história que ir para o EUA é ganhar dinheiro fácil, isso não existe, para ter dinheiro naquele país é preciso trabalhar.
Suíça
A Suíça está entre os países que tem um dos salários mais altos do mundo. No país não existe um salário mínimo nacional. Cada estado define seu próprio piso, que pode variar entre CHF 20,00 e CHF 24,48 por hora. No entanto, o salário maior está em Genebra, com cerca de CHF 4.368 por mês.
As profissões que tem ótimos salários são tecnologia, saúde e finanças. Mas o custo vida em relação a aluguel, seguro saúde e alimentação são altos, o que vai impactar o valor que sobra no final do mês.
O trabalhador precisa ter planejamento, já que existe uma forte concorrência por vagas de trabalho e também levar em conta o alto custo de vida, sendo necessário pesquisar sobre a valorização de cada profissão.






















