O governo da Nova Zelândia anunciou que foram realizadas atualizações nas regras de emprego para titulares de vistos de trabalho abertos, que entrarão em vigor em abril de 2026. As novas diretrizes estabelecem duas categorias distintas de vistos, cada uma com diferentes níveis de permissão para atividades profissionais. As alterações vão impactar diretamente os freelancers, empreendedores e participantes do programa Working Holiday. As mudanças afetarão tanto aqueles que já estão no país quanto aqueles que estão apenas planejando solicitar o visto.
Como funciona um visto de trabalho aberto na Nova Zelândia?
A Nova Zelândia possui um mercado de trabalho dinâmico e em rápido crescimento, com alta demanda por profissionais qualificados e salários competitivos. Para você conseguir um visto para trabalhar no país, não é necessário ter uma oferta de emprego prévia. Essa flexibilidade é que distingue um visto de trabalho aberto de um visto de trabalho para empregador credenciado, no qual o profissional precisa estar vinculado a um empregador específico, a uma empresa específica e a uma função determinada.
Mas é importante lembrar que as alterações que entrarão em vigor em abril de 2026 se aplicam exclusivamente a vistos de trabalho abertos. Os titulares de vistos específicos para empregadores e vistos de estudante continuarão a operar sob as mesmas regras anteriores.
Nova Zelândia cria duas categorias de emprego para vistos de trabalho abertos em 2026
A principal mudança é que todos os vistos de trabalho abertos agora estarão divididos em duas categorias, baseadas no tipo de atividade que o trabalhador deverá exercer. A primeira categoria mantém total liberdade na escolha do formato de trabalho: emprego, trabalho autônomo e gestão do próprio negócio.
Já a segunda categoria limita o titular do visto a exercer atividades exclusivamente para um único empregador — seja por meio de um contrato de trabalho formal ou de um contrato de prestação de serviços.
Essa divisão visa eliminar a incerteza que existia antes e pairava sobre os estrangeiros. Muitas vezes, eles não sabiam se tinham direito a trabalhar como autônomos ou abrir um negócio com base no seu tipo de visto. Com a nova regra, ficam estabelecidos limites mais definidos, dando maior segurança jurídica e clareza quanto às possibilidades de trabalho.
Os empregadores, por sua vez, nem sempre conseguiam verificar o alcance dos direitos trabalhistas de um candidato. O novo sistema torna esses limites transparentes para ambas as partes.





















