O governo do Japão endurecerá os critérios para a obtenção da cidadania a partir deste mês, aumentando de cinco para dez anos o requisito de residência. No dia 27 de março de 2026, o ministro da Justiça do país, Hiroshi Hiraguchi, em entrevista coletiva à emissora pública NHK, disse que a medida tem como intenção combater a percepção de que “adquirir a cidadania japonesa é mais fácil do que obter a residência permanente”.
Atualmente, para obter a residência permanente no Japão, era necessário ter vivido dez anos no país, mas apenas cinco para obter a cidadania japonesa. As autoridades também estenderão de um para cinco anos o período de verificação do pagamento de impostos, e de um para dois anos o de contribuição à seguridade social.
Manter a estabilidade nos pagamentos está se tornando um dos principais critérios para avaliar estrangeiros que buscam a cidadania. Fique atento, porque as mudanças vão valer também para aqueles que solicitaram a cidadania japonesa antes de 1º de abril, data em que está prevista a entrada em vigor dos novos requisitos, conforme informou a agência de notícias japonesa Kyodo.
As regras para ser cidadão japonês
A Lei de Nacionalidade do país estabelece os requisitos mínimos para a naturalização, que incluem residir no Japão por pelo menos cinco anos consecutivos e ser uma pessoa de boa conduta, com meios de subsistência adequados em termos de bens ou habilidades possuídas pelo requerente, cônjuge ou parentes.
Também é levada em consideração a “compatibilidade com a sociedade japonesa”, o que inclui a capacidade de falar japonês sem dificuldades na vida diária. Segundo informou o ministério de justiça japonês, a extensão do requisito mínimo de residência para 10 anos faz parte dos esforços para garantir essa compatibilidade.
Um total de 14.103 pessoas em 2025 solicitaram a naturalização, com 9.258 aprovações e 666 rejeições, conforme dados do ministério. As novas regras podem influenciar de forma significativa o número de solicitações e aprovações nos próximos anos, refletindo uma postura mais rigorosa do governo em relação à concessão da cidadania.




















