A Argentina enfrentou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, a quarta greve geral do governo de Javier Milei, que teve desdobramentos dentro e fora do país. Os transportes públicos foram paralisados, voos foram cancelados. Os protestantes tomaram as ruas em reação à reforma trabalhista que amplia a jornada para até 12 horas e restringe direitos.
Milhares de passageiros – a maioria turistas brasileiros e viajantes a negócios – acordaram na manhã desta quinta-feira, com mensagens de texto informando o cancelamento de seus voos para a Argentina.
Segundo a CNN Brasil, a Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, afetando 31 mil passageiros. Desse total, 21 voos tinham o Brasil como origem ou destino. As companhias aéreas Gol, Latam Airlines e Jetsmart também tiveram que cancelar ou reprogramar voos no país.
As duas maiores companhias aéreas do Brasil anunciaram flexibilizações para os passageiros afetados. A LATAM permite remarcar viagens em até 12 meses ou solicitar reembolso integral, enquanto a Gol oferece alterações sem multa ou diferença tarifária para voos até 31 de março.
Mesmo com os impactos causados pela greve, o presidente Javier Milei segue convicto em garantir a aprovação de sua proposta, cujo objetivo é reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego.
Reforma trabalhista de Milei avança no Senado argentino
Após a aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto de reforma trabalhista recebeu parecer favorável nas comissões do Senado nesta sexta-feira (20), segundo informou o portal de notícias G1. A proposta deve ser analisada no plenário do Senado na próxima sexta-feira (27), etapa que pode garantir sua aprovação final.
Críticos dizem que as mudanças podem fragilizar as relações trabalhistas, aumentar a insegurança no emprego e enfraquecer os sindicatos, sobretudo entre trabalhadores menos qualificados.
Com a nova lei, os trabalhadores argentinos terão uma jornada de trabalho de até 12 horas e flexibilização das férias e jornadas de trabalho de até 12 horas. A expectativa é aprovar o texto final até 1º de março.
As férias poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (normalmente de 1º de outubro a 30 de abril). Também haverá restrições a greves em setores considerados essenciais.
Trabalhadores de aplicativos passam a ser reconhecidos formalmente como autônomos. Eles terão regras próprias e um seguro de proteção. O teletrabalho deixa de seguir obrigações adicionais estabelecidas durante a pandemia.





















