Desejando impulsionar o turismo no país, o Brasil está isentando da exigência de vistos de curta duração os cidadãos da China, Dinamarca, França, Hungria, Irlanda, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas. Segundo a Agência Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que concederá isenção de algumas categorias de vistos de curta duração a cidadãos chineses, em reciprocidade à medida de isenção adotada pela China desde 2025.
Lula informou a decisão ao presidente da China, Xi Jinping, em conversa por telefone na noite da quinta-feira (22). A medida também inclui outros países sul-americanos (Argentina, Chile, Peru e Uruguai) no total de 45 nações que fazem parte da política unilateral chinesa.
A medida entrou em vigor em 24 de fevereiro de 2026 e foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores dois dias depois. Ela permite que portadores de passaportes comuns destes países permaneçam no Brasil por até 30 dias — prorrogáveis para 90 dias dentro de um período de 12 meses — sem a necessidade de obter um visto eletrônico ou comparecer a um consulado.
O objetivo é facilitar o intercâmbio de pessoas entre o país asiático e outras regiões, no contexto de aproximação da China com a América Latina e outros blocos. Brasil, Argentina e Chile estão entre as 5 maiores economias da região. A Embratur prevê a chegada de mais 200 mil turistas com alto poder aquisitivo em 2026, injetando cerca de US$ 350 milhões na economia.
Trabalhadores estrangeiros ainda precisam de um visto de residência
Consultores de imigração corporativa observam que a isenção contempla viagens de turismo, participações em conferências e reuniões comerciais exploratórias. No entanto, não se aplica a atividades de trabalho remunerado: profissionais estrangeiros que vierem atuar no Brasil ainda deverão solicitar um visto de residência temporária.
Empresas multinacionais devem atualizar suas políticas de viagens e orientar os viajantes sobre o limite de 30/90 dias para evitar permanências involuntárias além do período permitido.
A longo prazo, as autoridades afirmam que o Itamaraty avalia a possibilidade de alinhar o limite atual de 30 dias ao padrão de 90 dias adotado pelo Mercosul. Mas o cronograma ainda não está definido para essa mudança.






















