Os alimentos devem aumentar em dois dígitos em 2026, e o grande culpado por isso é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que acaba impactando os preços do trigo e do macarrão. A estimativa em todo o mundo é que produtos alimentares deverão subir 11,8% este ano e 4,8% em 2027.
A subida de preço terá um impacto mais acentuado nas culturas agrícolas — como cereais, frutas e legumes — e nos produtos lácteos, de acordo com a Oxford Economics.
Mas não é só a guerra que vem fazendo os preços subirem; as ondas de calor extremas e a seca na Europa danificaram culturas, prejudicando agricultores que estão enfrentando também os preços de energia e dos fertilizantes, que tiveram uma alta nos valores.
Após a onda de calor na Europa que atingiu a Europa, a Coceral (associação europeia de comércio de cereais e sementes oleaginosas), sediada em Bruxelas, fez em julho uma atualização extraordinária, reduzindo a previsão para a colheita combinada de cereais da UR-27 e do Reino Unido de 295,5 milhões para 286,6 milhões de toneladas. O número fica aquém dos 310 milhões de toneladas registados em 2025.
A colheita de cereais deverá cair 7% este ano na Alemanha, após o país passar por grave seca e ondas de calor. O alerta veio da Associação Alemã de Agricultores e foi divulgado pela AFP na terça-feira, 18 de agosto de 2026. Estimativa para este ano é que a colheita deva ficar em 41,9 milhões de toneladas, bem abaixo do esperado.
Quais alimentos deverão subir de preço
Os especialistas acreditam que cereais, frutas, legumes e também laticínios subirão de preço, setores que serão bem afetados devido ao calor excessivo e pela seca.
A pressão maior é sobre o trigo; o uso de fertilizantes fará o preço disparar 36% em termos anuais, subindo para 6,92 dólares por alqueire — o que equivale a cerca de 27 quilos de trigo — no terceiro trimestre de 2026.
Alta nos preços dos alimentos frescos deve acontecer entre outubro e novembro de 2026. O maior impacto deverá ser nos preços dos alimentos processados, que a população irá sentir entre fevereiro e maio de 2027.





















