Parece que Donald Trump achou que o Irã iria ser um alvo fácil como foi a Venezuela, mas o que ele não esperava é que as coisas fugissem de seu controle. O presidente americano tem visto as críticas aumentarem após sua decisão de atacar o Irã.
E as consequências da guerra têm sido cruéis. Seis militares americanos morreram na queda de um avião-tanque da Força Aérea dos Estados Unidos nesta quinta-feira (12) no oeste do Iraque durante uma missão de apoio à ofensiva americana e de Israel contra o Irã, segundo atualizações das Forças Armadas nesta sexta-feira (13).
A decisão de Trump já começa a afetar não apenas o Oriente Médio, mas também a economia global. As cadeias de suprimentos sofrem interrupções, enquanto os custos de energia e transporte disparam, pressionando empresas e consumidores em diferentes partes do mundo.
Devido aos riscos de segurança no Golfo Pérsico, as rotas comerciais estão sendo interrompidas, os custos de transporte estão aumentando e a instabilidade nos mercados financeiros está crescendo, segundo informou a Bloomberg.
Nesta semana, o mundo assistiu ao dia mais volátil da história do mercado de petróleo, provocando pânico nos mercados e — diante da improvisada intervenção do próprio Trump, que afirmou que a guerra está “praticamente concluída” — também nos gabinetes. Por enquanto, a guerra não terminou, e tampouco o grande gargalo que fez esta crise saltar das bombas para os mercados: o bloqueio do Estreito de Ormuz.
O estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Qualquer interrupção nessa região pode afetar rapidamente os preços da energia, o comércio internacional e as cadeias de suprimentos globais.
Embora o petróleo tenha hoje menos peso na produção e no consumo mundiais do que tinha na década de 1970, ele continua sendo um dos principais motores da economia do mundo.
Novo ataque
Para aumentar a tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que atacará o Irã “com muita força” nos próximos dias, apesar de já ter proclamado a vitória do país na guerra que assola o Oriente Médio. Em contrapartida, a República Islâmica manteve ataques contra países do Golfo Pérsico e elevou a crise mundial de petróleo, segundo informou o portal UOL.
Enquanto isso, a rota marítima, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito, está bloqueada há dias pelas forças iranianas, o que tem gerado impacto na economia global. No Golfo, prossegue a sucessão de ataques iranianos contra monarquias petrolíferas, incluindo algumas que abrigam bases americanas.
Os mercados financeiros já começaram a reagir aos riscos associados à escalada do conflito no Oriente Médio. Os investidores temem um aumento da inflação devido a possíveis interrupções no fornecimento de energia e ao aumento dos custos de transporte.
As bolsas de valores, o câmbio e os títulos apresentam oscilações significativas, sinalizando um cenário de crescente incerteza na economia global.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou que a guerra “não pode ser vencida com alguns tuítes”. Ele amndou um recado para Trump: “Não vamos descansar até que você se arrependa deste grave erro de cálculo”, sua fala veio após Mojtaba Khamenei fezer sua primeira manifestação pública como novo líder supremo do Irã.






















