Segundo informações reveladas pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) o Brasil alcançou US$ 349 bilhões em exportações durante 2025 e bateu um recorde histórico.
Diversos dos produtos que são destaque em exportação também são vendidos a consumidores brasileiros, como a soja, açúcares e melaços, óleos, carne bovina, combustíveis de petróleo, dentre outros.
Sendo assim, o Brasil é um grande produtor e exportador das mais diversas commodities e produtos. Entretanto, um fator curioso e complexo está relacionado à comparação dos preços praticados no mercado interno e externo.
Isso acontece porque parte dessas commodities e mercadorias é comercializada no exterior por valores menores, como estratégia de exportação adotada pelo Brasil para ganhar competitividade e disputar espaço em condições equivalentes no mercado internacional.
Pensando nisso, apresentamos uma análise bastante interessante que evidencia a diferença de preços dos mesmos produtos quando comparados entre o mercado internacional de exportação e o valor médio praticado no mercado interno.
7. Farelos de soja
O Brasil exportou aproximadamente US$ 12,2 bilhões em farelo de soja em 2023, vendido a cerca de US$ 310 por tonelada no exterior, no mercado interno, pode alcançar US$ 350.
A diferença acompanha a estratégia de manter competitividade global, especialmente diante da concorrência com grandes produtores como os Estados Unidos, já no país, comercialização e demanda local elevam os preços.
6. Milho
O milho rendeu US$ 13,6 bilhões em exportações em 2023, com preço médio de cerca de US$ 150 por tonelada lá fora.
No Brasil, costuma ficar de 10% a 20% mais alto, parte disso se deve à menor oferta interna após atender contratos externos, os custos logísticos e tributários também influenciam o valor final.
5. Celulose
Em 2020, as exportações de celulose somaram US$ 5,6 bilhões, com média de US$ 500 por tonelada no mercado internacional, no Brasil, o preço pode ultrapassar US$ 600.
A forte procura das indústrias nacionais de papel disputa oferta com o mercado externo, mesmo assim, o país aposta em uma estratégia agressiva de exportação para garantir presença global.
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4. Soja
Com US$ 53,2 bilhões exportados em 2023, a soja brasileira é referência global, vendida a cerca de US$ 400 por tonelada no exterior e internamente, pode chegar a US$ 450.
A demanda local aquecida e os custos logísticos influenciam esse aumento, enquanto isso, o país mantém preços mais atrativos lá fora para sustentar espaço no comércio mundial.
3. Açúcares e melaços
As exportações renderam US$ 15,8 bilhões em 2023, somando 27 milhões de toneladas embarcadas e lá fora, os preços costumam ser mais baixos do que os praticados no Brasil. A produção em larga escala garante competitividade internacional.
Já no mercado interno, tributos, custos de distribuição e menor volume disponível após as vendas externas pressionam os valores.
2. Carne bovina
Em 2020, o país vendeu US$ 6,8 bilhões em carne bovina para fora, com média de US$ 4,50 por quilo, já no mercado brasileiro, o valor ficou perto de R$ 40 por kg, quase US$ 8.
Transporte interno caro, impostos e margens no varejo ajudam a explicar esse salto e ao mesmo tempo, produtores priorizam o exterior para manter competitividade e ampliar ganhos.
1. Óleo bruto de petróleo
O Brasil exportou cerca de US$ 42,5 bilhões em petróleo em 2023, com o barril girando em torno de US$ 60 no exterior. Já no Brasil, o valor ficou próximo de R$ 350, algo como US$ 70.
A diferença pesa no bolso por causa dos tributos, como CIDE e PIS/COFINS, além da política de preços da Petrobras, os custos elevados de exploração, principalmente no pré-sal, também entram nessa conta.






















