Antes de você escolher um país para fazer turismo, tem que levar em conta certas situações. Muitos destes destinos podem reservar para você uma armadilha. Neste texto, vamos selecionar 8 lugares ao redor do mundo que você deve evitar em 2026, devido ao turismo sufocante e tensões sociais. Mas existem alternativas que você pode escolher.
Você deve saber que existem destinos imperdíveis, como também há lugares que você deve riscar do seu roteiro de viagem, devido ao turismo excessivo que acaba acarretando sérios problemas para a natureza e as comunidades.
Ao redor do mundo, existem destinos que não conseguem mais suportar a pressão dos visitantes. Muitos especialistas costumam dizer que isso não é um boicote absoluto da população, mas sim um incentivo “suave, porém preciso” para um turismo consciente e responsável.
Antártica

Um dos lugares proibidos para você visitar neste ano é a Antártida. Mesmo sendo um isolado, o número de visitantes ao continente vem aumentando cada vez mais e isso exerce uma grande pressão sobre sua natureza singular. As mudanças climáticas e as rotas turísticas estão gerando preocupações quanto à destruição do habitat de pinguins, focas e outros animais.
Na Antártida, a infraestrutura limitada, o risco de impactos em áreas ambientalmente sensíveis e as altas emissões de CO₂ provenientes dos transportes podem tornar o destino problemático.
Mas temos uma alternativa para você: Geórgia do Sul e Ilhas Malvinas são ótimos destinos para fazer um turismo, essas regiões subantárticas oferecem paisagens semelhantes – geleiras, colônias de pinguins, vida selvagem, no entanto, há cotas de visitantes mais rigorosas e melhores controles ambientais.
Ilhas Canárias – Espanha

Antes de você viajar para algum país, é bom se informar melhor sobre o destino. Por exemplo, por que você não deve viajar para as Ilhas Canárias, na Espanha? Este é um dos destinos turísticos mais populares da Europa. As Ilhas Canárias andam recebendo um número excessivo de turistas. Isso deixa o trânsito caótico, com engarrafamentos e longas filas durante a alta temporada. Também o valor das moradias teve um aumento de preço, que afetou a vida dos moradores locais. Outro problema é a pressão sobre o abastecimento de água e os sistemas de esgoto, sem falar que apenas uma parte do lixo recebe tratamento adequado.
Mas temos uma alternativa para você: Que tal você conhecer os Açores em Portugal? O lugar está se desenvolvendo, investindo cada vez mais no turismo slow, que vem conquistando o reconhecimento internacional.
A vantagem de visitar os Açores está no seu desenvolvimento controlado, menos resorts de grande escala, foco no ecoturismo, além de oferecer trilhas e caminhadas em meio à natureza.
Parque Nacional Glacier – EUA

O Parque Nacional Glacier, localizado em Montana, Estados Unidos, se tornou conhecido graças às suas geleiras e vistas panorâmicas. Mas existe um problema seríssimo, suas geleiras estão desaparecendo rapidamente devido às mudanças climáticas. O turismo agora é para “ver as geleiras antes que sumam”, isso tem intensificado o tráfego, aumentando as emissões e colocando ainda mais pressão sobre os frágeis ecossistemas da região.
Mas temos uma alternativa para você: você escolher visitar o Parque Nacional North Cascades fica em Washington, capital dos Estados Unidos. É um dos parques nacionais menos visitados dos EUA. São lindas montanhas, geleiras e lagos cristalinos. As vantagens são menores fluxo de turistas, paisagens preservadas e semelhantes às atuais e condições ideais para caminhadas e acampamentos.
Isola Sacra (a Ilha Santa) – Itália

Isola Sacra (a Ilha Santa) está situada na região do Lácio, na Itália, ao sul de Roma, perto do Mar Tirreno. Faz parte da cidade de Fiumicino. A ilha possui sítios arqueológicos e áreas naturais. Existem planos para a construção de um porto de águas profundas para grandes navios de cruzeiro.
Muitos ambientalistas e também os moradores da ilha estão preocupados, acreditam que a construção pode causar riscos de erosão da costa, poluição marinha e danos irreversíveis ao patrimônio arqueológico da região.
Mas temos uma alternativa para você: Existem na Itália, regiões que são menos populares, mas que possuem história, mar e autenticidade. A economia local é mais valorizada, o ritmo é tranquilo e os riscos ambientais ligados à infraestrutura pesada são menores.
Região de Jungfrau – Suíça

Jungfrau é uma montanha dos Alpes Berneses, a sul do cantão de Berna na zona do Oberland bernês, dominando o vale de Grindelwald, na Suíça. Faz parte dos cumes dos Alpes com mais de 4000 m. É uma das regiões mais famosas da Europa.
Jungfrau recebe milhares de turistas que a visitam anualmente, o que vem sobrecarregando a infraestrutura de transportes e hospedagem. Também está acelerando a erosão das trilhas e contribuindo para o esgotamento dos recursos naturais.
Mas temos uma alternativa para você: O Vale da Engadina ou o cantão de Valais, Suíça, essas regiões alpinas são menos voltadas para o apelo “instagramável”, sendo mais equilibradas em termos de turismo.
Cidade do México – México

A Cidade do México é a capital densamente povoada e de altitude elevada do México. A cidade é conhecida pelo Templo Mayor (um templo asteca do século XIII), pela barroca Catedral Metropolitana de México, dos conquistadores espanhóis, e pelo Palácio Nacional, que abriga murais históricos de Diego Rivera.
O aumento do fluxo turístico vem provocando processos de gentrificação, elevação nos preços dos aluguéis e o deslocamento de moradores locais, agravando a expansão das plataformas de aluguel por temporada. O que vem transformando imóveis residenciais em hospedagens temporárias e reduzindo a oferta de moradia acessível. Aumentando tensões sociais, onde comunidades tradicionais lutam para manter sua identidade diante da pressão do turismo de massa.
Mas temos uma alternativa para você: você pode planejar um turismo por Puebla ou Oaxaca no México. Ficaram conhecidas por sua gastronomia premiada, pela arquitetura colonial preservada e pela riqueza de festivais tradicionais. Elas oferecem a você uma alternativa ao turismo de massa que domina outros destinos latino-americanos.
Mombaça – Quênia

Mombaça, também conhecida como Mombasa ou Mombassa, é a segunda maior cidade queniana e capital da província da Costa. Localizada na costa do oceano Índico, é a segunda maior cidade do país, com cerca de 1,4 milhões de habitantes.
Um dos maiores problemas desta cidade é o acúmulo de lixo nas praias, a superlotação causada por grandes grupos de visitantes. Sia maior deficiência é a gestão de resíduos, que vem gerando riscos crescentes para o mar, os manguezais e o equilíbrio ambiental da região.
Mas temos uma alternativa para você: você pode visitar a Costa de Watamu ou Lamu no Quênia. Você vai encontrar resorts menos comercializados e parques naturais com reservas marinhas.
Montmartre – Paris

Montmartre é um bairro boêmio da cidade de Paris, na França. É uma colina que, já no tempo dos gauleses, destinava-se a lugar de culto. Deve seu nome, provavelmente, aos inúmeros mártires cristãos que foram torturados e mortos no local por volta do ano 250.
Conhecida por suas ruas estreitas, pela Basílica de Sacré-Coeur e por seus artistas. Um dos maiores problemas é que o fluxo de visitantes atingiu níveis considerados excessivos. Muitas ruas foram transformadas em verdadeiros “supermercados turísticos”. Muitos moradores locais se mostram insatisfeitos, já que o bairro perdeu autenticidade, o que tornou a vida cotidiana cada vez mais difícil.
Mas temos uma alternativa para você: você pode visitar bairros alternativos de Paris que possuem uma atmosfera artística e uma vida local autêntica. Longe da pressão do turismo de massa.





















